quarta-feira, 4 de julho de 2007

Psicologia: Material XVI Simpósio Nac. de Ensino

X V I SI M P Ó S I O NA C I O N A L D E EN S I N O D E F Í S I C A 1
MAPAS CONCEITUAIS NA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
Márcio Lobo Barbosaa [marciuslobo@yahoo.com.br]
Álvaro Santos Alvesb [asa@uefs.br]
José Carlos Oliveira de Jesusb [oliveira@uefs.br]
Teresinha Fróes Burnhamc [tfroes@ufba.br]
a Cooperescola e Colégio Visão, Feira de Santana - BA - Brasil
b Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Física, Projeto Física no Campus, BR-116, Km 03,
Campus Universitário, 44.031-460, Feira de Santana -BA – Brasil
c Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Educação, Av. Reitor Miguel Calmon, s/n, Campus Canela, 40.110-100,
Salvador – BA - Brasil
RESUMO
Aprender significativamente tem-se apresentando como um grande desafio no processo
e ensino-aprendizagem. A aprendizagem significativa é inerente à estrutura cognitiva
que cada aprendiz possui e a correlação produzida entre o que é aprendido e ensinado.
Neste trabalho, propõem-se avaliar a aprendizagem a partir da aquisição de significados
por meio de mapas conceituais, que estabelecem o intercâmbio de significados. Neste
trabalho, apresentamos os resultados parciais de avaliação dos conceitos estudados nas
aulas por meio de mapas, numa turma de 8a. série do ensino fundamental com 55
alunos. Por meio de entrevistas individuais e coletivas, os alunos extenalizaram os
conceitos e com a investigação das relações conceituais realizadas, nos mapas
conceituais, foi possível elencar os elementos que enquadram a aprendizagem como
significativa ou mecânica e suas implicações no processo de alfabetização científica dos
alunos através da física.
INTRODUÇÃO
Este trabalho consiste em apontar instrumentos que possibilitem a prática de estratégias
alternativas no Ensino de Física, bem como a compreensão do processo de produção do
conhecimento de forma interativa, tendo os alunos como artífices do ato de aprender. Os temas
Movimento Retilíneo, Leis de Newton e Energia foram abordados segundo a teoria de David
Ausbel, alicerçada por Joseph Novak com a introdução de mapas de conceitos. Nesse trabalho, os
mapas conceituais ou de idéias usados, assumiram um caráter de avaliação dos conceitos
desenvolvidos nas aulas. O trabalho foi desenvolvido com uma turma de 8ª série do Ensino
Fundamental, com 55 alunos, na cidade de Feira de Santana, Bahia. A avaliação dos resultados
colhidos revela que o emprego dos mapas conceituais como instrumento de avaliação é relevante no
processo de diferenciação cognitiva dos alunos no entendimento dos conceitos estudados em Física.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Existem muitas teorias sobre o processo de cognição dos alunos na contemplação dos
caminhos mais seguidos para a estruturação do pensamento, relacionando o que é ensinado com o
que é aprendido. Com o desenvolvimento da teoria criada por David Ausbel, tornou-se possível
elencar elementos que definem a aprendizagem como significativa.
X V I SI M P Ó S I O NA C I O N A L D E EN S I N O D E F Í S I C A 2
A essência do trabalho de Ausbel é a aprendizagem significativa na qual os conceitos são
ordenados progressivamente, de forma que os conceitos mais gerais de um conteúdo estão ligados a
conceitos subordinados e este a conceitos específicos. Aprender significativamente em ensino de
Física tem se configurado nas escolas como um grande desafio, pois na boa parte dos casos os
conceitos são fixados mecanicamente pelos alunos e sem a devida relação e aplicação com a
vivência dos alunos.
Segundo Ausbel (1978), a aprendizagem é dita significativa quando as informações
recebidas pelos alunos são acompanhadas de significados, por meio de ancoragem que o próprio
mecanismo cognitivo processa, e essa significância passa pelo campo das idéias, conceitos e
proposições já existentes nos alunos. O entendimento dos conceitos mediante a interação do que é
aprendido com os conhecimentos já existentes na estrutura cognitiva, ocorre segundo o processo da
diferenciação progressiva.
Na diferenciação progressiva o aluno é capaz de atribuir novos significados aos conceitos
mais inclusivos, e em seguida relacionar as novas idéias com outros conceitos cada vez mais
diferenciados. O processo de reorganizar os conceitos já aprendidos a partir de novas relações
conceituais é denominado de reconciliação interativa. Apesar de ser a base fundamental para o
mapeamento de conceitos Ausbel nunca citou no seu trabalho o termo mapa conceitual.
Com base nessa teoria de Ausbel, uma técnica foi desenvolvida em meados da década de
setenta por Joseph Novak e alguns pesquisadores da Universidade de Carnell, nos Estados Unidos.
Novak propõem uma nova estratégia educativa por meio de mapas conceituais, no mapeamento de
conceitos as idéias são relacionadas de forma lógica numa organização de conhecimentos.
Podemos tomar o modelo abaixo para o mapeamento de idéias segundo a teoria de Ausbel.
Fig. 1 - Mapa conceitual, segundo a teoria de David Ausbel.
A capacidade em desenvolver novas relações para se entender um conceito, confrontando o
mesmo com os conhecimentos prévios aumenta gradativamente, quando novos subsunçores vão se
formando e interagindo entre si, pois a estrutura cognitiva sofre constantemente reestruturações com
a finalidade de se aprender com significados.
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MAPAS CONCEITUAIS OU MAPAS DE IDÉIAS
Os mapas de conceitos podem ser entendidos como diagramas que relacionam conceitos de
um assunto abordado na sala de aula, em específico, e por conseguinte as relações funcionais entre
determinadas palavras-chaves, que estão inerentes à própria seqüência dos conceitos na cognição
dos alunos.
Veja um exemplo de mapa conceitual
Fig. 2 - Mapa de conceitos desenvolvido por um aluno da turma de 8ª série do ensino fundamental.
A organização dos conceitos por meio de um mapeamento pode assumir diversas
nomenclaturas em muitas áreas de ensino, quer seja pelos alunos ou por professores. Existem
aqueles que denominam: diagrama de idéias, esquema-resumo, e etc. Mesmo tendo algumas
denominações distintas, os mapas de conceitos não devem ser confundidos com organogramas ou
diagramas de fluxo, não obstante, os mapas conceituais revelam uma direção representativa de
significados, de relações significativas na qual podemos perceber a multiplicidade de implicações
que em determinado tema de estudo a ser abordado traz com conceitos mais idéias no processo de
aprendizagem significativa.
Sendo assim, o mais relevante não é a forma gráfica na confecção dos mapas, mas a
disposição das idéias e conceitos. Não existe uma forma correta de se fazer mapas conceituais e
nem o mapa conceitual correto, o que temos são modelos de mapas de palavras-chaves na
explanação conceitual. O uso de figuras geométricas como elipses, retângulos e círculos nos mapas
conceituais são de aspectos secundários, tornando-se sempre necessário que o professor oriente os
alunos na identificação dos conceitos mais inclusivos e menos inclusivos.
METODOLOGIA
A metodologia deste trabalho consiste em avaliar a aprendizagem de conceitos trabalhados
nas aulas, com base nos elementos que definem a aprendizagem como significativa. Os elementos
abordados são: a diferenciação progressiva, reconciliação integrativa, organização seqüencial e
consolidação.
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Após a construção dos mapas de conceitos realizada pelos alunos, foram formulados
questões e problemas de forma não convencional – para evitar a reprodução mecanicista dos
conceitos - que exijam dos alunos a externalização, por meio de entrevistas nas próprias aulas, dos
conceitos empregados nos mapas, e das relações entre os mesmos.
A solução de situações problemas serve como base para procurar indícios da aprendizagem
dos conceitos.
A etapa final do processo metodológico, consiste em requerer dos alunos a resolução
seqüenciada de problemas que necessitem dos conhecimentos aprendidos em etapas anteriores.
CONCLUSÃO
Por se tratar de uma turma de 8ª série, do ensino fundamental, o trabalho de se levantar uma
aprendizagem em termos de significância, se torna muito importante no âmbito da apresentação da
física para estes alunos. Com a análise e desenvolvimento do trabalho foi possível destacar os
pontos mais determinantes no entendimento dos conceitos e das dificuldades enfrentados pelos
alunos na estruturação de modelos mentais, que propiciem a organização e interiorização dos
conceitos. Como geralmente nas salas de aulas os alunos desenvolvem o processo cognitivo, quase
que espontaneamente. Faz-se importante para o professor conhecer teorias sobre a estruturação do
conhecimento, em primeiro momento para saber valorizar o que o aluno já traz consigo e
posteriormente para ensinar Física não de forma simplória, desvinculada de qualquer teoria de
ensino - que mesmo presente - se não for devidamente empregada acarretará um atraso no
desenvolvimento da estrutura cognitiva, essencial para o entendimento de um conceito.
REFERÊNCIAS
MOREIRA, M. A e Masini, E.A.F.S.. Aprendizagem significativa: A teoria de David Ausbel. São
Paulo, Editora Moraes, 1982.
Moreira, M. A. Aprendizagem significativa: fórum permanente de professoes, Brasília, Editora
Unb, 1999.
Moreira, M. A.. Uma abordagem cognitivista no ensino da Física. Porto Alegre, Editora de
Universidade, 1983.

Psicologia: Ausubel

David Ausubel
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David Paul Ausubel, um grande psicólogo da educação nasceu nos Estados Unidos na cidade de Nova York, exatamente, em 1918, numa época em que a população judia sofria uma série de preconceitos e de [[conflitos religiosos}}. Filho de família judia e pobre, imigrantes da Europa Central, cresceu insatisfeito com a educação que recebera. Revoltado contra os castigos e humilhações pelos quais passara na escola, afirma que a educação é violenta e reacionária, relatando um dos episódios que o marcou profundamente nesse período: “Escandalizou-se com um palavrão que eu, patife de seis anos, empreguei certo dia. Com sabão de lixívia lavou-me a boca. Submeti-me. Fiquei de pé num canto o dia inteiro, para servir de escarmento a uma classe de cinqüenta meninos assustados (...)" (AUSUBEL, p-31). Para ele, “A escola é um cárcere para meninos. O crime de todos é a pouca idade e por isso os carcereiros lhes dão castigos” (AUSUBEL, p-31).
Após sua formação acadêmica, em território canadense
Províncias e territórios do Canadá

Províncias
Colúmbia Britânica Alberta Saskatchewan Manitoba Ontário Quebec Nova Brunswick Ilha do Príncipe Eduardo Nova Escócia Terra Nova e Labrador
Territórios
Yukon Territórios do Noroeste Nunavut
Esta caixa: visualizardiscussãoeditar
resolve dedicar-se à educação no intuito de buscar as melhorias necessárias ao verdadeiro aprendizado. Totalmente contra a aprendizagem puramente mecânica, torna-se um representante do cognitivismo, e propõe uma aprendizagem que tenha uma estrutura cognitivista, de modo a intensificar a aprendizagem como um processo de armazenamento de informações que, ao agrupar-se no âmbito mental do indivíduo, seja manipulada e utilizada adequadamente no futuro, através da organização e integração dos conteúdos apreendidos significativamente. Segundo Ausubel, a aprendizagem significativa no processo de ensino necessita fazer algum sentido para o aluno e, nesse processo, a informação deverá interagir e ancorar-se nos conceitos relevantes já existentes na estrutura do aluno. O autor entende que a aprendizagem significativa se verifica quando o banco de informações no plano mental do aluno se revela, através da aprendizagem por descoberta e por recepção. O processo utilizado para as crianças menores é o de formação de conceito, envolvendo generalizações de interesses específicos para que, na idade escolar já tenham desenvolvido um conjunto de conceitos, de modo a favorecer o desenvolvimento da aprendizagem significativa. Esses conceitos deverão ser adquiridos através de assimilação, diferenciação progressiva e reconciliação integrativos de conceitos. Para tanto, Ausubel sugere para esse processo, a utilização de organizadores prévios para, de fato, ancorar a nova aprendizagem, levando o aluno ao desenvolvimento de conceitos subsunçores, de modo a facilitar a aprendizagem subseqüente.
Mas o que são organizadores prévios? Segundo o autor, são informações e recursos introdutórios, que devem ser apresentados antes dos conteúdos da matriz curricular, uma vez que tem a função de servir de ponte entre o que o aluno já sabe e o que ele deve saber para que o conteúdo possa ser realmente aprendido de forma significativa. Os organizadores se tornarão mais eficazes se forem apresentados no início das tarefas de aprendizagem para que suas propriedades possam integrar-se como elemento atrativo para o aluno, visando provocar o interesse e desejo de aprender. Sua formulação deve contar com um vocabulário bastante familiar ao aluno, de modo que, sua organização, bem como a aprendizagem sejam consideradas como material de valor pedagógico. Para que a aprendizagem significativa ocorra, o autor assinala duas condições essenciais : 1) disposição do aluno para aprender; 2) O material didático desenvolvido, que deve ser, sobretudo, significativo para o aluno. Somente dessa forma é que se dará a verdadeira compreensão de conceitos e proposições, o que implica na posse de significados claros e intransferíveis. para a avaliação consistente da aprendizagem significativa, o método válido e prático, segundo Ausubel, consiste em buscar soluções de problemas diversos através de testes de compreensão,utilizando-se de recursos diferentes daqueles, utilizados anteriormente no material instrucional. para que se possa constatar, de fato, se o aluno desenvolveu ou não, às habilidades necessárias à aquisição da aprendizagem significativa.
A Teoria da aprendizagem de ausubel objetiva, portanto, facilitar a aprendizagem do aluno, através da psicologia da aprendizagem significativa. Diz ele, que “Se eu tivesse que reduzir toda a psicologia educacional a um único princípio, diria isto: o fato isolado mais importante que informação na aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece. Descubra o que ele sabe e baseie isso nos seus ensinamentos” (AUSUBEL, 1968).A aprendizagem significativa é elemento essencial ao processo de de aquisição do conhecimento do aluno, fundamental para o novo papel do professor e função social da escola.
Bibliografia
Ausubel, D.P. Educational Psychology: A Cognitive View. New York, Holt, Rinehart and Winston, 1968. MOREIRA, M. A. (1999). Aprendizagem significativa. Brasília: Editora Universidade de Brasília. MOREIRA, Marco Antônio. Uma Abordagem Cognitivista ao Ensino da Física. Porto Alegre, Ed. da Universidade, UFRGS, 1983 NOVAK, J. D. e GOWIN, D. Bob. (1999). Aprender a aprender. (2a ed.), Lisboa: Plátano Edições Técnicas.

Psicologia: Vygotsky

Lev S. Vygotsky (1896-1934) , professor e pesquisador foi contemporâneo de Piaget, e nasceu em Orsha, pequena cidade da Bielorrusia em 17 de novembro de 1896, viveu na Rússia, quando morreu, de tuberculose, tinha 37 anos.Construiu sua teoria tendo por base o desenvolvimento do indivíduo como resultado de um processo sócio-histórico, enfatizando o papel da linguagem e da aprendizagem nesse desenvolvimento, sendo essa teoria considerada histórico-social. Sua questão central é a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito com o meio.As concepções de Vygotsky sobre o processo de formação de conceitos remetem às relações entre pensamento e linguagem, à questão cultural no processo de construção de significados pelos indivíduos, ao processo de internalização e ao papel da escola na transmissão de conhecimento, que é de natureza diferente daqueles aprendidos na vida cotidiana. Propõe uma visão de formação das funções psíquicas superiores como internalização mediada pela cultura.As concepções de Vygotsky sobre o funcionamento do cérebro humano, colocam que o cérebro é a base biológica, e suas peculiaridades definem limites e possibilidades para o desenvolvimento humano. Essas concepções fundamentam sua idéia de que as funções psicológicas superiores (por ex. linguagem, memória) são construídas ao longo da história social do homem, em sua relação com o mundo. Desse modo, as funções psicológicas superiores referem-se a processos voluntários, ações conscientes, mecanismos intencionais e dependem de processos de aprendizagem.Mediação: uma idéia central para a compreensão de suas concepções sobre o desenvolvimento humano como processo sócio-histórico é a idéia de mediação: enquanto sujeito do conhecimento o homem não tem acesso direto aos objetos, mas acesso mediado, através de recortes do real, operados pelos sistemas simbólicos de que dispõe, portanto enfatiza a construção do conhecimento como uma interação mediada por várias relações, ou seja, o conhecimento não está sendo visto como uma ação do sujeito sobre a realidade, assim como no construtivismo e sim, pela mediação feita por outros sujeitos. O outro social, pode apresentar-se por meio de objetos, da organização do ambiente, do mundo cultural que rodeia o indivíduo.A linguagem, sistema simbólico dos grupos humanos, representa um salto qualitativo na evolução da espécie. É ela que fornece os conceitos, as formas de organização do real, a mediação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. É por meio dela que as funções mentais superiores são socialmente formadas e culturalmente transmitidas, portanto, sociedades e culturas diferentes produzem estruturas diferenciadas.A cultura fornece ao indivíduo os sistemas simbólicos de representação da realidade, ou seja, o universo de significações que permite construir a interpretação do mundo real. Ela dá o local de negociações no qual seus membros estão em constante processo de recriação e reinterpretação de informações, conceitos e significações.O processo de internalização é fundamental para o desenvolvimento do funcionamento psicológico humano. A internalização envolve uma atividade externa que deve ser modificada para tornar-se uma atividade interna, é interpessoal e se torna intrapessoal.Usa o termo função mental para referir-se aos processos de: pensamento, memória, percepção e atenção. Coloca que o pensamento tem origem na motivação, interesse, necessidade, impulso, afeto e emoção.A interação social e o instrumento lingüístico são decisivos para o desenvolvimento.Existem, pelo menos dois níveis de desenvolvimento identificados por Vygotsky: um real, já adquirido ou formado, que determina o que a criança já é capaz de fazer por si própria, e um potencial, ou seja, a capacidade de aprender com outra pessoa.A aprendizagem interage com o desenvolvimento, produzindo abertura nas zonas de desenvolvimento proximal ( distância entre aquilo que a criança faz sozinha e o que ela é capaz de fazer com a intervenção de um adulto; potencialidade para aprender, que não é a mesma para todas as pessoas; ou seja, distância entre o nível de desenvolvimento real e o potencial ) nas quais as interações sociais são centrais, estando então, ambos os processos, aprendizagem e desenvolvimento, inter-relacionados; assim, um conceito que se pretenda trabalhar, como por exemplo, em matemática, requer sempre um grau de experiência anterior para a criança.O desenvolvimento cognitivo é produzido pelo processo de internalização da interação social com materiais fornecidos pela cultura, sendo que o processo se constrói de fora para dentro. Para Vygotsky, a atividade do sujeito refere-se ao domínio dos instrumentos de mediação, inclusive sua transformação por uma atividade mental.Para ele, o sujeito não é apenas ativo, mas interativo, porque forma conhecimentos e se constitui a partir de relações intra e interpessoais. É na troca com outros sujeitos e consigo próprio que se vão internalizando conhecimentos, papéis e funções sociais, o que permite a formação de conhecimentos e da própria consciência. Trata-se de um processo que caminha do plano social - relações interpessoais - para o plano individual interno - relações intra-pessoais.Assim, a escola é o lugar onde a intervenção pedagógica intencional desencadeia o processo ensino-aprendizagem.O professor tem o papel explícito de interferir no processo, diferentemente de situações informais nas quais a criança aprende por imersão em um ambiente cultural. Portanto, é papel do docente provocar avanços nos alunos e isso se torna possível com sua interferência na zona proximal.Vemos ainda como fator relevante para a educação, decorrente das interpretações das teorias de Vygotsky, a importância da atuação dos outros membros do grupo social na mediação entre a cultura e o indivíduo, pois uma intervenção deliberada desses membros da cultura, nessa perspectiva, é essencial no processo de desenvolvimento. Isso nos mostra os processos pedagógicos como intencionais, deliberados, sendo o objeto dessa intervenção : a construção de conceitos.O aluno não é tão somente o sujeito da aprendizagem, mas, aquele que aprende junto ao outro o que o seu grupo social produz, tal como: valores, linguagem e o próprio conhecimento.A formação de conceitos espontâneos ou cotidianos desenvolvidos no decorrer das interações sociais, diferenciam-se dos conceitos científicos adquiridos pelo ensino, parte de um sistema organizado de conhecimentos.
A aprendizagem é fundamental ao desenvolvimento dos processos internos na interação com outras pessoas.Ao observar a zona proximal, o educador pode orientar o aprendizado no sentido de adiantar o desenvolvimento potencial de uma criança, tornando-o real. Nesse ínterim, o ensino deve passar do grupo para o indivíduo. Em outras palavras, o ambiente influenciaria a internalização das atividades cognitivas no indivíduo, de modo que, o aprendizado gere o desenvolvimento. Portanto, o desenvolvimento mental só pode realizar-se por intermédio do aprendizado.
Vygotsky, teve contato com a obra de Piaget e, embora teça elogios a ela em muitos aspectos, também a critica, por considerar que Piaget não deu a devida importância à situação social e ao meio. Ambos atribuem grande importância ao organismo ativo, mas Vygotsky destaca o papel do contexto histórico e cultural nos processos de desenvolvimento e aprendizagem, sendo chamado de sociointeracionista, e não apenas de interacionista como Piaget.Piaget coloca ênfase nos aspectos estruturais e nas leis de caráter universal ( de origem biológica) do desenvolvimento, enquanto Vygotsky destaca as contribuições da cultura, da interação social e a dimensão histórica do desenvolvimento mental.
Vera Lúcia Camara F. Zacharias é mestra em educação, pedagoga, diretora de escola aposentada, com vasta experiência na área educacional em geral, e, em especial na implantação de Cursos Técnicos de Nível Médio e pós-médio, assessoria e capacitação de profissionais para a utilização de novas tecnologias aplicadas à educação e alfabetização.
Para maiores informações sobre a obra de Vygotsky, ver:LATAILLE, Yves et alii. Piaget, Vygotsky, Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão. SP, Summus, 1992.VyGOTSKY, L. - A formação social da mente. SP, Martins Fontes, 1987.VyGOTSKY, L. - Pensamento e linguagem. SP, Martins Fontes, 1988.VyGOTSKY, Leontiev, Luria. - Psicologia e Pedagogia. Lisboa, Estampa, 1977.VyGOTSKY, Leontiev, Luria. - Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. SP, Icone, 1988

domingo, 3 de junho de 2007

Quero ir prá casa!!! Amanhã é a prova.

Depois de ficar praticamente dois dias encerrado no consultório a fim de estudar toda a matéria de Educação Física Adaptada e postá-la aqui no Fichário estou louco prá ir embora.
Hoje de manhã acordei por volta das 10h20 e decidi, de última hora ir à missa. Depois retomei o meu estudo. Afinal, "buscai primeiro o Reino de Deus e tudo o mais será acrescentado". Agora os sinos da Igreja estão tocando, como de manhã. Foi por esse motivo que resolvi de última hora ir à missa. E agora, novamente tocando. O que será que Deus está querendo dizer prá mim através disso?
Hoje tive que digitar tudo novamente.

Puxa, como apareceram empecilhos para eu terminar essa atividade. O gravador foi um dos maiores. Me tirou do sério várias vezes. Eu queria adiantar a gravação, mas ele passava para outra e me deixava irritadíssimo. Bem, o provedor também não é novidade, né? Internet discada, já viu como é que é. Eu ficava tentando fazer o cursor do mouse passar as frases rapidamente mas demorava uma eternidade. E lá vai tempo.
Ontem fiquei algumas horas digitando. Em vão. Perdi tudo porque o computador travou. Como ainda não estou expert em blogs, não achei o mecanismo de salvar automaticamente.
Agora vou realizar a gravação de todo o conteúdo para que eu possa estudar no caminho prá casa e amanhã de manhã, quando estiver indo prá faculdade.

Amanhã também tem preocupação adicional: Entrega do projeto de Prática de Ensino. TEscolhemos fazer no Objetivo, cuja unidade fica anexa à Unip da Marquês. Tudo caminhava bem, quando, na fase final, faltando alguns dias para entregarmos o trabalho, fomos informados que não poderíamos concluí-lo naquela instituição. Para não ficarmos sem nota, a professora da matéria solicitou que fizéssemos um relatório onde constasse tudo o que fizemos com a intenção de verificar se seguimos todas as etapas do manual.
Amanhã, segunda-feira, é o dia de entregá-lo e deveremos levar também a ficha de estágio para a professora registrar as horas correspondentes à este semestre. Não posso também me esquecer de anexar as fixas que elaboramos com perguntas que seriam feitas à comunidade, aos pais e aos alunos, referente à instituição de ensino que escolhemos. Espero que no próximo semestre não encontremos empecilhos desagradáveis como este que surgiu. Aprendi que muitas vezes delegar uma tarefa pode ser arriscado, dependendo do que se trata. E que quando há desconfiança com relação ao andamento de um projeto (tudo caminhando muito facilmente) é interessante rever se todos os passos, todas as etapas do mesmo estão sendo seguidas corretamente e se não há alguma falha ou risco de falha. Também se a fonte das informações é confiável.

Bem, devo ficar mais uns 20 ou 30 minutos para terminar a gravação de voz. Agora são 18h18. Acredito que devo sair daqui mais ou menos umas 20h30. Gostaria de passar na casa de uma amiga chamada Rose. Faz um tempo que não passo por lá. Se der tempo...

domingo, 27 de maio de 2007

Matéria E.F.A. 2º Semestre

Depois de ficar 3 dias tentando lembrar qual foi o bendito e-mail que eu cadastrei para acessar o blog é que consegui, às 21hs de domingo acessar e incluir estas matérias que serão revisadas amanhã, segunda-feira na aula do Prof. Fernando, de Educação Física Adaptada. Mas valeu o esforço boa aula amanhã prá mim.

TRAUMA CRÂNIO ENCEFÁLICO - TCE

Lesão cerebral que pode:
• Reduzir ou alterar o estado de consciência
• comprometer as funções físicas, cognitiva, social, comportamental e emocional.

- Comprometimento físico:
a) Falta de coordenação
b) Dificuldade para planejar e executar movimentos
c) Espasticidade
d) Dores de cabeça e crises convulsivas
e) Paralisias
f) Disturbios sensoriais

O TCE é a maior causa de morte e deficiências pode ser causado por:

- Acidentes em estrada (passageiro, ciclista e pedestre)
- Crises epiléticas
- Violência infantil
- Lesões causadas por objetos (pedra, bola, arma de fogo)
- Lesões esportivas
- Quedas de brinquedos, árvores.

CLASSIFICAÇÃO

De modo geral há duas classificações de lesão na cabeça:
- Aberta – área mais limitada do cérebro
- Fechada – lesão mais difusa.
- Leve ou grave

IMPLICAÇÕES PARA O PROGRAMA DE ATIVIDADES FÍSICAS

Todos os portadores de PC, AVC e TCE podem se beneficiar do programa de Educação Física.

Deve ser avaliado o tipo e o grau das deficiências físicas, metas educacionais e as adaptações necessárias.

Diretrizes gerais para a prática de atividade Física

- Segurança
- Aptidão Física (aptidão aeróbia, força e flexibilidade)
- Desenvolvimento Motor e psicossocial
- Implicações para o esporte.

Segurança – cuidados com o local da prática de atividade física.
- Crises convulsivas.
- Cuidado com equilíbrio.

Aptidão Física – níveis adequados de aptidão física ajudam os portadores de deficiências a realizar atividade da vida diária.

Desenvolvimento motor – incentivar o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais.

Psicossocial – autoconfiança, imagem corporal (bem estar emocional).

Implicação para o esporte – incluir modalidades esportivas no programa.

Distúrbios Ósseos e Osteoarticulares

Osteoporose

• É uma doença caracterizada por pouca massa óssea e deterioração do tecido ósseo, o que leva a um aumento da fragilidade óssea e conseqüente risco de fratura.
• Ocorre um desequilíbrio no metabolismo ósseo.

Classificação:

- Primária: isolada – senil (> 65 anos)
- - pós menopausa
- Secundária: associação com outras doenças (ex.: hipotireoidismo, deficiência de vitaminas)

Características:
• As microfraturas podem causar dores. Os 3 pontos mais comuns são:
• região lombar
• fêmur proximal
• rádio didtal

Fatores de Risco:
• Redução do estrógeno ou da testosterona
• Fumo, álcool, e idade avançada.
• deficiência de cálcio, histórico familiar
• Redução da atividade física.
• Magreza excessiva.

Exercícios e Atividade Física

• Alongamentos
• Correção da postura
• Atividade de impacto ósseo.
• Atividade de sobrecarga muscular
• atividades aeróbias

ARTRITE

- Processo inflamatório ou degenerativo de uma ou várias articulações.

Artrites inflamatórias:

• Causas: outras doenças inflamatórias do aparelho locomotor, bactéria, vírus oportunistas, etc.

Artrites inflamatórias:
- Sintomas: febre, edema, dor aguda, inchaço, rigidez e progressiva perda de movimentos
• Diagnóstico: exame de sangue, urina, líquido sinovial e raio-x.
• Tratamento: analgésico e anti-inflamatório.

Exercícios:
- Função: manter o alongamento, melhora cardiovascular, melhora da força, densidade óssea e diminuição do impacto articular.

• O que fazer?
- Identificar a articulação afetada e condição dos músculos ao redor (exercícios devem ser sem dor).
- Alongamento passivo, ativo.
- Fortalecimento ativo: isometria em fases agudas
- isotônia: melhora a resistência a fadiga.
- Resistência cardiorrespiratória (baixa intensidade).
- exercícios aquáticos.
- corrida não é recomendada.

• OSTEOARTRITE OU ARTROSE
- É uma afecção progressiva e irreverssível
- perda da cartilagem articular
- redução do líquido sinovial – causa dores articulares e deformidades.
- mais freqüentemente associado à idade, obesidade e traumatismos.
• Sintomas: dor, rigidez e deformidade
• Diagnóstico: radiografia.
Exercícios
• Exercícios aquáticos
• alongamentos

DEFICIÊNCIA MOTORA 4 – AMPUTAÇÃO, NANISMO E DOENÇAS NEUROMUSCULARES PROGRESSIVAS

Amputações

Designa a perda de um membro inteiro ou de um segmento específico do membro.

As amputações podem ser:
Congênitas: dois tipos (focomelia, falta de uma estrutura anatômica)
Adquirida: necrose, trauma, tumor e infecção.
- Amputação parcial deixa coto, o que melhora o encaixe da prótese.

CLASSIFICAÇÃO
As amputações podem ser classificadas de acordo com o local e o nível de ausência do membro.
Classe A1 – Bilateral acima do joelho
Classe A2 – Unilateral Acima do joelho
Classe A3 – Bilateral abaixo do joelho
Classe A4 – unilateral abaixo do joelho
Classe A5 – Bilateral acima do cotovelo
Classe A6 – Unilateral acima do cotovelo
Classe A7 – Bilateral abaixo do cotovelo
Classe A8 – unilateral abaixo do cotovelo
Classe A9 – Amputação combinada de membros superiores e inferiores

Implicação para o Programa de Atividade Física

Cuidados especiais:

• Dor fantasma: percepção de sensações, geralmente dolorosas em partes do membro que foram afetadas.
• Desequilíbrio, especialmente em amputações unilaterais
• Próteses de vários tipos
• Próteses para crianças devem acompanhar o crescimento
• Problemas de auto-estima
• Alterações da função muscular
• Alteração da marcha – desvio na coluna vertebral.

OBS: De modo geral, o programa de educação física para amputados pode seguir as mesmas diretrizes de um programa para não-portadores de deficiências.

Desenvolvimento de Habilidades Motoras

• A Falta de membro inferior ou superior pode afetar o nível de habilidade motora.
• Desenvolvimento do equilíbrio estático e dinâmico é crucial para atividades como andar, correr e pular
• As atividades de velocidade e agilidade também devem ser enfatizadas.

NANISMO

• Condição na qual a pessoa possui baixa estatura em relação a idade cronológica – adulto atinge no máximo 132 cm.
• Existem + de 100 tipos de displasias esqueléticas – acondroplasia é a mais comum.
• Acondroplasia – cabeça de tamanho normal e os membros muito curtos em relação ao tronco.
• Causas: distúrbios genéticos, deficiência de hormônio do crescimento e da tireóide.
• Cuidados especiais:
- Possíveis lesões de menisco
- Sobrecarga na coluna cervical e lombar
- Desequilíbrio – desproporção.
- Possibilidade de má formação cardíaca.

Prática de Atividades Físicas

- Os anões devem ter as mesmas possibilidade de desenvolvimento que as outras pessoas.
- Alguns cuidados devem ser tomados para a prática de atividade física:
• Exercícios que causam desgaste indevido da articulação devem ser evitados.
• As atividades locomotoras como correr, saltar e pular pode estar afetada.
• Qualidade de movimento prejudicada devido aos membros mais curtos.
• A natação é uma excelente atividade para portadores de acondroplasia.

Doenças Neuromusculares Progressivas

- Distrofia Muscular

A distrofia muscular engloba um grupo de doenças hereditárias que se caracterizam por uma fraqueza progressiva e difusa de vários grupos musculares.
• As células musculares se degeneram e são substituídas por tecido adiposo.
• A fraqueza muscular predispõe o indivíduo a problemas respiratórios e cardíacos.
• Os sintomas podem surgir a qualquer momento entre o nascimento e a meia idade.

Principais Sintomas – Características Gerais

- Cansaço com facilidade
- Perda de coordenação motora fina
- Fraqueza muscular
- Alterações posturais geradas pela fraqueza
- Marcha arrastada

Tipos de Distrofia Muscular:

Miotônica: Se manifesta pela fraqueza muscular e afeta o sistema nervoso central, coração, olhos e glândulas endócrinas, geralmente ocorre entre 20 – 40 anos.
Facioescapuloumeral: Inicialmente afeta os músculos dos ombros e do rosto. Em geral a expectativa de vida é normal, já que esse tipo de distrofia pode cessar a qualquer momento.
Distrofia muscular das cinturas e dos membros: A degeneração pode começar pela cintura pélvica ou escapular, a degeneração é contínua, pode ocorre na fase final da infância

Distrofia Muscular de Duchenne – É a forma mais comum e grave na infância.
- Incidência maior entre meninos.
- Sintomas aparecem geralmente de 2 – 6 anos de idade.
- Acumulo excessivo de tecido adiposo entre as células musculares degeneradas.
- Os portadores de distrofia do tipo Duchenne não possui uma proteína a DISTROFINA.
- Se manifesta pela atrofia e fraqueza da coxa, quadril, costas, cintura escapular e músculos respiratórios
- A progressão da doença é constante e rápida, em geral leva a incapacidade de andar em aproximadamente 10 anos.

ESCLEROSE MÚLTIPLA

É uma doença do sistema nervoso.
É um distúrbio neurológico progressivo de evolução lenta que pode causar incapacidade total.

A EM se caracteriza por alterações na bainha de mielina, em vários pontos do sistema nervoso central.

- Causas desconhecidas, mas cientistas acreditam que pode ser causada por ataque viral ou por reações imunes.

Na Esclerose Múltipla, a bainha de mielina é destruída e substituída por tecido cicatricial.

Os sintomas dependem da área lesionada, mas os mais comuns são:
- Cansaço extremo e fraqueza
- intolerância ao calor
- tremores
- perda de coordenação
- prejuízo na marcha
- perda da fala
- paralisia total ou parcial.

O objetivo do tratamento deve ser o de manter a capacidade funcional por mais tempo possível.
- O tratamento deve procurar preservar a mobilidade, a força e a resistência (atividades físicas leves por períodos curtos)
- Evidências demonstram efeitos fisiológicos positivos para EM, reduzindo de forma significativa o cansaço.
- Atividade física apresenta benefícios psicológicos

Outras deficiências:
- Miastenia grave – redução da força muscular
- Artogripose – se caracteriza pela rigidez articular
- Doença de parkinson – redução da capacidade motora




DEFICIÊNCIA MENTAL E DOENÇA MENTAL

Ao longo da história muitos conceitos existiram e as pessoas com Deficiência Mental já foram chamadas pelos mais diversos nomes:
- Tonta, imbecil, idiota, débil mental, mongolóide, criança excepcional, retardada mental ou deficiente mental com nível leve, moderado, severo ou profundo (OMS, 1968).

- Atualmente existe uma tendência mundial de usar o termo: Deficiência intelectual, por referir-se ao funcionamento do intelecto especificamente.

"Distúrbios de Personalidade: Tratamento Psicológico"
"Doença Mental: Tratamento Psiquiátrico"

Doença Mental – são desordens psicológicas ou psiquiátricas que podem ser causadas por alterações biológicas.
Mais recentemente profissionais da área de psiquiatria e psicologia tem usado o termo transtorno mental.
Esses transtornos são marcados, muitas vezes, por alteração no comportamento.

Deficiência Mental

Segundo a OMS deficiência mental é quando o indivíduo apresenta funcionamento intelectual significativamente inferior à média em relação à maioria dos outros indivíduos.
Sempre vem acompanhada de limitações significativas no funcionamento adaptativo em várias áreas de habilidades.

Comunicação, auto-cuidados, vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento, auto-suficiência, trabalho, lazer e saúde e segurança.

A deficiência mental ocorre antes dos 18 anos, caracterizando assim um transtorno do desenvolvimento e não uma alteração mental como é o caso da demência.

Três critérios devem ser preenchidos para que seja detectado deficiência mental no indivíduo.

1) Função intelectual acentuadamente abaixo da média, pessoa que tem um escore inferior a 70-75 num teste de Q.I.
2) Limitação significativas em duas ou mais áreas adaptativas listadas.
"Alteração no comportamento adaptativo: dificuldades no cuidado pessoal, relacionamento, comunicação, lida doméstica.
O indivíduo é considerado independente quando ele deve ser capaz de realizar sozinho cuidados de higiene, saúde, trabalho, lazer, lida doméstica, alimentação, por exemplo.

3) Quando se manifesta antes dos 18 anos.


Incidência da Deficiência Mental na população.

Estima-se que de 3 % a 5 % da população total tem retardo mental. Podendo ser:
- Sem nenhuma disfunção orgânica conhecida ou com causas orgânicas conhecidas.
- No Brasil e Estados Unidos o maior número de deficientes está relacionado à Deficiência Mental.

DIVISÃO DO DESENVOLVIMENTO MENTAL

- Superdotado – Q.I acima de 145 - "Especial, mas não é doente. Posui dificuldades de relacionamento"
- Normal – Q.I entre 85 - 116
- Normal limítrofe Q.I entre 70 - 75 : "Muitas vezes por falta de oportunidade não desenvolvem o seu potencial. Não são facilmente identificados só de observá-los.

- Deficiente mental leve - " O que diferencia o leve dos demais é que ele possui o QI um pouco maior que os demais deficientes e pode ser incluído no mesmo ambiente que a maioria da população saudável".

- Deficiente mental moderado 3 – 5% da população. -
- Deficiente mental severo - "Treinável"
- Deficiente mental profundo - "Totalmente dependente, apresenta pouco desenvolvimento físico, motor, deficiência física associada. O tratamento em ambiente doméstico ou em instituições especializadas".

"PERGUNTA QUE PODE CAIR NA PROVA:
Fale sobre os diferentes níveis de Deficiência Mental.
Profundo: Indivíduo apresenta vários problemas sensoriais, físicos, motores, muitas vezes apresenta estado vegetativo, necessitando atendimento domiciliar.

Severo: Apresenta também distúrbios ortopédicos, sensoriais, porém aprende tarefas do dia-a-dia, por exemplo, tarefas relacionadas aos cuidados pessoais.
Atividades a realizar: Caminhada, marcha, atividdes sensório-motoras pode trabalhar também apanhar bola... que estimulem o lado psíco-motor.

Moderado: Indivíduo que apresenta considerável atraso de aprendizagem. Consegue se adaptar a programas de educação físicas, tarefas do dia-a-dia, entretanto, que não precisem de muitas regras, senão ele não consegue fazer. Também atividades físicas sistematizadas, como por exemplo: corrida, natação, pedalada, jogos de forma lúdica e integrativa.

Leve: Apresenta atraso de aprendizagem, porém consegue fazer as atividades do dia-a-dia, como cuidado pessoal, atividade física. A diferença dele para o moderado é que o moderado é considerado prendável. O leve é considerado educável.

Limítrofe: Tem dificuldades em atividades que demandam raciocínio lógico.

Quais as atividades que devem ser trabalhadas com indivíduos que possuem deficiencia mental?
A mesma coisa que para o deficiente visual. Atividades que priorizem as capacidades motoras. Exemplo: Tempo de reação; responder à um estímulo visual, sonoro, bater bola, rítmo; com música, sem música, batendo palmas no chão, com saltos, bater palmas, equilíbrios, agilidade, controle de forças com materiais de diferentes pesos, pular corda, noção corporal através da dança, noção de espaço temporal; jogos, atividades com bexiga.

Verdadeiro ou Falso. Devemos priorizar as capacidades físicas?
Falso. Física também. Mas sim motoras.



CAUSAS DE DEFICIÊNCIA MENTAL.

Existem mais de 500 distúrbios que podem levar ao quadro de deficiência mental.
Esses distúrbios podem ocorrer na fase pré-natal, Peri natal ou pós natal.
Causa conhecida e mais prevalente:
- Síndrome alcoólica Fetal.
- Falta de pré – natal
• Falta de nutrição adequada.
• Doenças na gravidez (hipertensão, diabetes, toxoplasmose, sífilis, rubéola, infecção)
• Mãe drogada.
• Tentativa de aborto
• prematuridade
• Fenilcetonúria
• Distúrbios genéticos (Distúrbio relacionado ao cromossomo X e Síndrome de Down)

Classificação da Deficiência Mental de Acordo com o Comportamento Adaptativo

a) Profundo (QI ≤ 19).
Indivíduo freqüentemente apresenta problemas físicos e sensoriais associados à deficiência mental. Esses indivíduos apresentam dependência completa e limitações acentuadas de aprendizagem, a intervenção junto ao indivíduo deve ser realizada no contexto domiciliar, com poucas exceções estado vegetativo.

b) Severo (QI = 20 – 35).
Indivíduo em geral apresenta distúrbios ortopédicos e sensoriais, bem como acentuado prejuízo na comunicação e mobilidade. Aprende minimamente tarefas relacionadas aos cuidados pessoais, desde que devidamente supervisionado em domicílio.

c) Moderado (QI = 36-51).
Indivíduo com considerável atraso na aprendizagem, em grande parte das vezes apresenta problemas motores visíveis. Por outro lado tem certa facilidade para ajustar-se socialmente aos programas sistematizados e à formação de hábitos higiênicos, treinável para tarefas de rotina e cuidados pessoais.

d) Leve (QI = 52 – 69).
Indivíduo apresenta aprendizagem lenta, mas que tem plenas capacidades para o desempenho de tarefas escolares e da vida cotidiana. Educável, diferenças percebidas geralmente após os seis anos.

e) Limítrofe (QI = 68 – 84).
Indivíduo é considerado portador de um desvio de inteligência, em razão de alguma dificuldade de exercer tarefas que exijam raciocínio lógico e grande demanda cognitiva. Apresenta aprendizagem lenta.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

Aspectos Cognitivos da Deficiência Mental e implicações para Educação Física.
As pessoas com DM percorreriam etapas semelhantes às percorridas pelos indivíduos normais com relação a parte cognitiva, mas de maneira mais lenta.

Tomando como exemplo a seqüência de desenvolvimento cognitivo proposta por Piaget (1982), é possível destacar as seguintes etapas:

a) Fase sensório motora (0 a 2 anos).

Nesta fase pode-se dizer que ainda não existe uma cognição real, por meio de contato com o ambiente a criança passa a organizar suas sensações, a interação com o meio ambiente ocorre principalmente por meio dos reflexos.

b) Fase pré-operacional (2 a 6 anos).
Esta fase é caracterizada pelo início da linguagem, da função simbólica e da representação. No raciocínio da criança ainda não há lógica e prevalece um raciocínio intuitivo. Trata-se de um período identificado por um monólogo nas brincadeiras.

c) Fase das operações concretas (6 a 12 anos).
Neste fase passa a existir um pensamento mais lógico e a razão passa a nortear as atitudes da criança. Na resolução de problemas ela admite apenas uma única solução.

d) Fase das operações Formais (12 anos em diante).
Nesta fase o indivíduo já é capaz de realizar operações mentais lógicas, de apresentar idéias e hipóteses. Diante de um problema o indivíduo é capaz de apresentar várias soluções.

No domínio cognitivo, geralmente também são encontradas três características das pessoas com DM:
a) Problemas de atenção e apatia para aprender
b) Problemas de linguagem e de comunicação
c) Problemas generalizado de compreensão de conceitos.

Aspectos Socio-afetivos da DM e Implicações para Educação Física.

O contexto da vida de pessoas com DM é acompanhado de situações que criam o surgimento de comportamento socialmente inadequado ou que ofereçam restrições ao aprendizado.
Tais comportamentos denotam rejeição e podem dificultar o processo de intervenção. Dentre eles é possível destacar:

a) Ataque – agressão física ou verbal
b) Fuga – abandono do indivíduo ou do problema. Superproteção
c) Mecanismo de compensação – atenuantes para enfrentar o problema, ex: “é deficiente, mas é como se fosse normal”, “é deficiente, mas poderia ser pior”.

Com relação aos alunos com DM é possível perceber a tendência ao isolamento ou a falta de envolvimento, devido:
A) Motivo de afiliação
B) Motivo de poder
C) Motivo de agressão
D) Motivo de assistência
E) Motivo de realização – Expectativa do sucesso, medo do fracasso.

Recursos utilizados para aumentar a autoconfiança
- Realização de tarefas com sucesso
- Persuasão verbal
- Persuasão social
- Estabelecimento de metas

Síndrome de Down

É a mais reconhecida condição genética associada ao retardo mental.
- 1/700 crianças nascem com síndrome de down.
- A causa mais comum de síndrome de down é a trissomia do cromossomo 21. Isso faz com que a pessoa possua 47 cromossomos ao invés de 46 que é o número normal.
- A idade avançada da mãe parece ser o fator mais influente.
- A chance de nascer um bebê com síndrome de down é de 1 em 1000 vezes se a mãe tiver em torno de 30 anos. Com mais de 35 anos (1 em 290). Aos 40 anos, o risco aumenta para 1 em 150 e aos 45 anos o risco é de 1 em 20 nascimentos

Exemplo de pergunta que poderá cair na prova:

Cite algumas características físicas (principalmente), de saúde, motora do ponto de vista geral do indivíduo com Sindrome de Down(mínimo 5).

Características Físicas
• Baixa estatura
• Boca pequena e lábios finos
• Cabeça pequena (microcefalia), rosto e parte posterior da cabeça achatada.
• Dobras palmares transversas
• Cabelo fino e esparso
• Mão e pés achatados
• Nariz pequeno e achatado
• Dentes mal implantados
• Pernas e braços curtos em relação ao tronco
• Pescoço curto e orelhas com implantação baixa.
• Olhos para fora com pregas cutâneas exageradas
• Obesidade.

Características Físicas
• Hipermobilidade das articulações
• hipotonia muscular
• Abdômen distendido e hipotônico
• Lordose e cifose
• instabilidade atlantoaxial.
Características de Saúde
• Obesidade
• Problema congênito no coração (40-60% dos casos)
• Infecções respiratórias (número reduzidos de alvéolos)
• Problemas na tireóide (hipotireoidismo)
• Problemas auditivos
• Problemas na visão (catarata, estrabismo, miopia).
• Indivíduos do sexo masculino são estéreis.

Características de Saúde
"São 4 as mais importantes: obesidade, problemas respiratorios, cardíacos e problemas sensoriais"

• Mulheres tem chance de engravidar.
• Envelhecimento precoce
• Doença de Alzheimer
Características Motoras
• Falta de equilíbrio e problemas na marcha devido a imaturidade do cerebelo
• Atraso do desenvolvimento motor
• Limitações na organização espacial.
• Hipotonia muscular - dificuldade do controle postural. (pouco tônus muscular)
Características Cognitivas – Deficiência Mental, QI em torno de 50.
Características Afetivas – Na infância comportamento solidário, amigável, cooperativo, responsável. Na adolescência tornam-se muito teimosos.

"Frouxidão ligamentar (muito espaço entre as vértebras), fraqueza muscular, também são características físicas"


PRINCIPAIS CUIDADOS COM RELAÇÃO À ATIVIDADE FÍSICA

• Ficar atento à existência de dificuldades visuais e auditivas e suas implicações para a prática de atividade física.

"cuidado com o cansaço físico, devido aos problemas cardíacos e respiratórios, impacto, queda, por causa da hipermobilidade das articulações"

• Ter cuidados em atividades que envolvam o equilíbrio em plataformas ou traves
• Cuidado com a instabilidade atlantoaxial, atividades que possam provocar impactos sobre a região cervical, como cabeçadas e rolamentos.
• Cuidados com atividades com muito impacto ou que envolvam paradas e giros abruptos.
• Estar atento ao quadro de cianose das extremidades, falta de ar e cansaço excessivo.
• É fundamental trabalhar com o respaldo de um laudo médico que confirma a ausência de risco para a prática de atividade física.

Outros traços comuns relacionados aos indivíduos com DM.

- Sexualidade – quadros de inadequação social

- Agressividade – indisciplina.

Para combater a indisciplina o professor deve tomar uma série de condutas.

Características Motoras das Pessoas com DM.

Os problemas motores dos indivíduos com DM estão associados a fatores de ordem maturacional (estrutural) e a carência de experiências motoras.

Os indivíduos com DM podem apresentar:
• Lentidão em suas respostas
• Escolhas de estratégia motora inadequada
• Atraso nas fases de desenvolvimento motor
• Dificuldade em organizar respostas motoras
• Atraso na aquisição de habilidades motoras fundamentais

Embora apresentem problemas em uma série de capacidades e habilidades, as pessoas com Deficiência Mental podem alcançar etapas relativamente avançadas do processo de desenvolvimento motor.

A interação entre maturação e experiência seria fundamental para o desenvolvimento motor.

Implicações para o Programa de Atividades

Os indivíduos com DM apresentam problemas associados ao SNC, desse modo espera-se que suas dificuldades tenham a ver com suas capacidades motoras.
- Tempo de reação (responder a um estímulo)
- Timing (tentar apanhar um objeto, quicar uma bola)
- Ritmo (bater bola acompanhando batidas de palmas)
- Equilíbrio
- Agilidade (pular corda, correr, sentar, levantar)
- Controle da força. (trabalho com objetos pesados e leves)
- Noção corporal – dança, lutas
- Noção espaço-temporal (jogos, atividades com bexigas)

Desenvolvimento de Aspectos Psicomotores

• Posicionamento (forma)
• Distância.
• Timing (Tempo)
• Energia (força)
• Noção do corpo e lateralidade
• Noções espaciais
• Noções espaço-temporais
• Tônus e relaxamento.

• Desenvolver o DM em idade precoce, principalmente os aspectos cognitivos
• Quanto mais tarde iniciar o trabalho, mais difícil será seu desenvolvimento.
• A ênfase do trabalho deve ser as capacidades motoras (ritmo, tempo de reação, equilíbrio, agilidade).

Trabalho na Educação Física

a) DM leve: domina habilidades motoras básicas, podendo chegar as especializadas
b) DM moderado: aproveita programas de exercícios sistematizados
c) DM severo: consegue desempenhar atividades simples.
d) DM profundo: Incapaz

Trabalho na Educação Física

a) DM leve: atividades psicomotoras, modalidades esportivas (basquete, futebol, atletismo), dança, lutas (capoeira, Judô), etc.
b) DM moderado: atividades psicomotoras, fundamentos desportivos sem muita regra.
c) DM severo: atividades psicomotoras
d) DM Profundo: apenas a marcha sem material.

OBSERVAÇÕES
- Trabalhar as capacidades físicas, porém com um tempo menor
- Um certo espaço deve ser proporcionado para as atividades funcionais ou tarefas do dia-a-dia (transporte de objetos).





Considerações no Programa de Atividade Motora

- Definir objetivos do trabalho
- Participação de todos os alunos
- Respeito as limitações
- Enfatizar o potencial motor
- Desenvolver autonomia no aluno
Programas para Deficientes Mentais
No instituto:
1) Procurar prontuário do aluno que contém todas informações
2) Estudo de caso
3) Avaliação de cada setor. Educação física (motora).

Programas para Deficientes Mentais
Na Escola ou Academia
1) Contato com a família (entrevista com a mãe).
2) Avaliação física e motora
3) Avaliação ortopédica.
4) Diagnóstico e atestado médico
5) Diagnóstico psicológico.
6) Análise da área, equipamentos e condições.

Qualidades Necessárias ao professor:
1) Capacidade de observação
2) Motivação
3) Persistência
4) Segurança


Distúrbios Comportamentais

São alterações emocionais que causam desordens de conduta e de comportamento.
De modo geral pode ser caracterizado por:
- hiperatividade, impulsividade, compulsão, distração, agressividade.
- Alguns podem mentir, incendiar, roubar, abusar do álcool e das drogas, apresentar comportamento que se volta diretamente contra a sociedade.
- Dentre os principais distúrbios podemos citar:
- Autismo
- distúrbios de personalidade (autodestruição, agressividade, comportamento socialmente inaceitável)
- Esquizofrenia – psicose, alucinações, perda da compreensão da realidade.

Causas:
- Fatores biológicos: anomalias genéticas, dano ou disfunção cerebral, deficiência nutricional, utilização de drogas e álcool durante a gestação.
- Fatores familiares: relações familiares patológicas (divórcio, ausência de pai ou mãe)
- Fatores emocionais: violência infantil, abandono.
- Fatores culturais e sociais: classe social, etnia, preconceito, privação econômica.

AUTISMO
É uma deficiência do desenvolvimento que afeta de forma significativa a comunicação verbal e não – verbal.
Geralmente ocorre antes dos 3 anos de vida e prejudica o desempenho educacional.
75% dos casos estão associados à deficiência mental.
As principais características para diagnóstico:
- Comprometimento das habilidades de sociabilização.
- Comprometimento da comunicação.
- Auto-estimulação e auto-lesão.
- Comportamento compulsivo e ritualísticos.
Principais Causas:
- Fenilcetonúria, infecções virais, rubéola.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA

Caracterização:

- Caracteriza-se como deficiência auditiva a perda da capacidade total ou parcial de ouvir.
- Interfere tanto na recepção quanto na produção da linguagem.
A magnitude da perda auditiva é medida em decibéis (dB). A capacidade de detectar sons está na faixa de 0-25 decibéis.

A conversa normal ocorre na faixa de 40-50 decibéis.

Graus de Perda Auditiva em Decibéis.

27-40 db – ligeira – dificuldade para captar a fala baixa.
41-55 db – leve – dificuldade para escutar a fala normal (uso de aparelho).
56-70 db – Moderada – dificuldade para escutar a fala alta.
71-90 db – Severa – dificuldade para escutar a fala gritada
+ 90 db – profunda – qualquer fala mesmo com o uso de amplificador.

O ouvido e suas estruturas:

Ouvido externo: pavilhão auricular, meato acústico externo e o tímpano
Ouvido médio: três ossos – martelo, bigorna e estribo – tem a função de amplificar o som.
Ouvido interno: cóclea, nervo auditivo e aparelho vestibular

Funções da audição para o ser humano

1) Possibilidade de receber e interpretar sons externos (comunicação).
2) Aumento do campo de abrangência – visão 180º. – audição 360º.
3) Avaliação de distâncias , localização no espaço e orientação de direção.
4) Equilíbrio.



Classificação:
Basicamente são classificadas como:
Condutiva: é aquela que se reduz a intensidade do som alcançado pelo ouvido interno, esse tipo de surdez localiza-se no ouvido externo ou médio.
Sensório-neural: é causada por problemas no ouvido interno ou no nervo auditivo. As implicações são mais graves.

"Com relação à atividade física, a perda por motivo sensório-neural (nervo auditivo ou ouvido interno), entre os dois motivos de perda, a que mais prejudica uma atividade é pior para o desenvolvimento motor".

Principais Causas:
Fatores pré-natais, peri-natais e pós-natais.

Momento da Perda:
Pré-lingual – quando nasce, perde ou diminui a audição antes da fala.
Pós-lingual – perde ou diminui a audição depois da fala.

As implicações motoras e o equilíbrio.
O ouvido tem papel importante na aquisição e manutenção do equilíbrio.
O cérebro combina a imagem visual com a sensação emitida pelo ouvido

Motricidade

- O deficiente auditivo pode apresentar atraso do desenvolvimento motor.
- Os problemas motores dos D.A. podem ser agravados caso ocorra isolamento da criança.

Implicações para o programa de atividade física.

PERGUNTA QUE PODERÁ CAIR NA PROVA:

"Quais as atividades devem ser trabalhadas com indivíduos com deficiência auditiva?


As grandes prioridades do professor de educação física devem ser as maiores defasagens do aluno:
- Equilíbrio (estático e dinâmico) - Coordenação motora geral.
- Noção espaço-temporal. – O ritmo (através da batida da música o indivíduo consegue ter noção de espaço)- A propiocepção (sentir materiais diferentes...) – A ansiedade e isolamento social.

Principais Cuidados:
- Atividades em alturas elevadas.
- Atividades em traves de equilíbrio e trampolim acrobático.
- Atividades em piscina.

Comunicação com o DA.
- Potencializar a comunicação de várias formas (leitura labial, linguagem dos sinais).
- Informações visuais e sinestésicas.
- Em último caso escrever a informação.

Desenvolver as habilidades físicas, motoras e sensoriais de indivíduos com DA irá ajudá-los na adequação social e autoconfiança. De forma que ele possa interagir com o meio de forma mais segura e independente.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

O esforço em alguns casos valeu a pena...

Bem, estes últimos dias em que estive a estudar feito louco me fez refletir o quão importante é termos tempo para tudo nessa vida. Não adianta querermos fazer tanta coisa. Nem tudo vai sair com qualidade.
O título desta postagem poderia ser "Tempo", mas não é a respeito dela que quero falar.
Nestes últimos dias me dediquei bastante para tentar reter mais informações de algumas matérias. Dormi cerca de três horas, tive problemas no trabalho e consegui obter resultados razoáveis. Já sei que tirei 10 em psicologia. Isso me alegra muito pois uma das minhas opções de curso superior seria psicologia. Voleibol, na prova teórica tive 80% de aproveitamento. Numa prova que valia 5 eu tirei 4. Só no trabalho prático, que seria apresentação de uma aula sobre toque, manchete e saque por baixo não fomos muito bem. Alguns colegas do grupo e a própria professora disseram que começamos bem, no decorrer do trabalho fomos perdendo o controle da aula e nos desorganizando. Bem, o que me consola é que posso fazer o seguinte cálculo: 4 da prova + 1 de participação + 1 de relatório sobre aula de outros colegas + uns 1 ou 2 do nosso trabalho = 7 ou 8. Se for 7 pelo menos não me prejudicarei logo no início do semestre.
Agora aguardo as notas de anatomia. Lembro que tirei 6 na prova prática (nem quero lembrar disso). Já na teórica estou aguardando a nota.
Ah! Faltou estatística. Essa foi a pior. Tudo o que eu consegui fazer na prova foi o que eu consegui aprender na madrugada que antecedia a prova. Acho que se tirei 3 ou 4 foi muito...

Bem, prá relaxar um pouco, vou passar o feriado com uns amigos numa chácara. Vamos ficar 3 dias por lá. Estou pensando em estimular umas atividades recreativas para não ficarmos à toa. Peguei até um livro na biblioteca para isso.

É isso aí.

domingo, 25 de março de 2007