domingo, 27 de maio de 2007

Matéria E.F.A. 2º Semestre

Depois de ficar 3 dias tentando lembrar qual foi o bendito e-mail que eu cadastrei para acessar o blog é que consegui, às 21hs de domingo acessar e incluir estas matérias que serão revisadas amanhã, segunda-feira na aula do Prof. Fernando, de Educação Física Adaptada. Mas valeu o esforço boa aula amanhã prá mim.

TRAUMA CRÂNIO ENCEFÁLICO - TCE

Lesão cerebral que pode:
• Reduzir ou alterar o estado de consciência
• comprometer as funções físicas, cognitiva, social, comportamental e emocional.

- Comprometimento físico:
a) Falta de coordenação
b) Dificuldade para planejar e executar movimentos
c) Espasticidade
d) Dores de cabeça e crises convulsivas
e) Paralisias
f) Disturbios sensoriais

O TCE é a maior causa de morte e deficiências pode ser causado por:

- Acidentes em estrada (passageiro, ciclista e pedestre)
- Crises epiléticas
- Violência infantil
- Lesões causadas por objetos (pedra, bola, arma de fogo)
- Lesões esportivas
- Quedas de brinquedos, árvores.

CLASSIFICAÇÃO

De modo geral há duas classificações de lesão na cabeça:
- Aberta – área mais limitada do cérebro
- Fechada – lesão mais difusa.
- Leve ou grave

IMPLICAÇÕES PARA O PROGRAMA DE ATIVIDADES FÍSICAS

Todos os portadores de PC, AVC e TCE podem se beneficiar do programa de Educação Física.

Deve ser avaliado o tipo e o grau das deficiências físicas, metas educacionais e as adaptações necessárias.

Diretrizes gerais para a prática de atividade Física

- Segurança
- Aptidão Física (aptidão aeróbia, força e flexibilidade)
- Desenvolvimento Motor e psicossocial
- Implicações para o esporte.

Segurança – cuidados com o local da prática de atividade física.
- Crises convulsivas.
- Cuidado com equilíbrio.

Aptidão Física – níveis adequados de aptidão física ajudam os portadores de deficiências a realizar atividade da vida diária.

Desenvolvimento motor – incentivar o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais.

Psicossocial – autoconfiança, imagem corporal (bem estar emocional).

Implicação para o esporte – incluir modalidades esportivas no programa.

Distúrbios Ósseos e Osteoarticulares

Osteoporose

• É uma doença caracterizada por pouca massa óssea e deterioração do tecido ósseo, o que leva a um aumento da fragilidade óssea e conseqüente risco de fratura.
• Ocorre um desequilíbrio no metabolismo ósseo.

Classificação:

- Primária: isolada – senil (> 65 anos)
- - pós menopausa
- Secundária: associação com outras doenças (ex.: hipotireoidismo, deficiência de vitaminas)

Características:
• As microfraturas podem causar dores. Os 3 pontos mais comuns são:
• região lombar
• fêmur proximal
• rádio didtal

Fatores de Risco:
• Redução do estrógeno ou da testosterona
• Fumo, álcool, e idade avançada.
• deficiência de cálcio, histórico familiar
• Redução da atividade física.
• Magreza excessiva.

Exercícios e Atividade Física

• Alongamentos
• Correção da postura
• Atividade de impacto ósseo.
• Atividade de sobrecarga muscular
• atividades aeróbias

ARTRITE

- Processo inflamatório ou degenerativo de uma ou várias articulações.

Artrites inflamatórias:

• Causas: outras doenças inflamatórias do aparelho locomotor, bactéria, vírus oportunistas, etc.

Artrites inflamatórias:
- Sintomas: febre, edema, dor aguda, inchaço, rigidez e progressiva perda de movimentos
• Diagnóstico: exame de sangue, urina, líquido sinovial e raio-x.
• Tratamento: analgésico e anti-inflamatório.

Exercícios:
- Função: manter o alongamento, melhora cardiovascular, melhora da força, densidade óssea e diminuição do impacto articular.

• O que fazer?
- Identificar a articulação afetada e condição dos músculos ao redor (exercícios devem ser sem dor).
- Alongamento passivo, ativo.
- Fortalecimento ativo: isometria em fases agudas
- isotônia: melhora a resistência a fadiga.
- Resistência cardiorrespiratória (baixa intensidade).
- exercícios aquáticos.
- corrida não é recomendada.

• OSTEOARTRITE OU ARTROSE
- É uma afecção progressiva e irreverssível
- perda da cartilagem articular
- redução do líquido sinovial – causa dores articulares e deformidades.
- mais freqüentemente associado à idade, obesidade e traumatismos.
• Sintomas: dor, rigidez e deformidade
• Diagnóstico: radiografia.
Exercícios
• Exercícios aquáticos
• alongamentos

DEFICIÊNCIA MOTORA 4 – AMPUTAÇÃO, NANISMO E DOENÇAS NEUROMUSCULARES PROGRESSIVAS

Amputações

Designa a perda de um membro inteiro ou de um segmento específico do membro.

As amputações podem ser:
Congênitas: dois tipos (focomelia, falta de uma estrutura anatômica)
Adquirida: necrose, trauma, tumor e infecção.
- Amputação parcial deixa coto, o que melhora o encaixe da prótese.

CLASSIFICAÇÃO
As amputações podem ser classificadas de acordo com o local e o nível de ausência do membro.
Classe A1 – Bilateral acima do joelho
Classe A2 – Unilateral Acima do joelho
Classe A3 – Bilateral abaixo do joelho
Classe A4 – unilateral abaixo do joelho
Classe A5 – Bilateral acima do cotovelo
Classe A6 – Unilateral acima do cotovelo
Classe A7 – Bilateral abaixo do cotovelo
Classe A8 – unilateral abaixo do cotovelo
Classe A9 – Amputação combinada de membros superiores e inferiores

Implicação para o Programa de Atividade Física

Cuidados especiais:

• Dor fantasma: percepção de sensações, geralmente dolorosas em partes do membro que foram afetadas.
• Desequilíbrio, especialmente em amputações unilaterais
• Próteses de vários tipos
• Próteses para crianças devem acompanhar o crescimento
• Problemas de auto-estima
• Alterações da função muscular
• Alteração da marcha – desvio na coluna vertebral.

OBS: De modo geral, o programa de educação física para amputados pode seguir as mesmas diretrizes de um programa para não-portadores de deficiências.

Desenvolvimento de Habilidades Motoras

• A Falta de membro inferior ou superior pode afetar o nível de habilidade motora.
• Desenvolvimento do equilíbrio estático e dinâmico é crucial para atividades como andar, correr e pular
• As atividades de velocidade e agilidade também devem ser enfatizadas.

NANISMO

• Condição na qual a pessoa possui baixa estatura em relação a idade cronológica – adulto atinge no máximo 132 cm.
• Existem + de 100 tipos de displasias esqueléticas – acondroplasia é a mais comum.
• Acondroplasia – cabeça de tamanho normal e os membros muito curtos em relação ao tronco.
• Causas: distúrbios genéticos, deficiência de hormônio do crescimento e da tireóide.
• Cuidados especiais:
- Possíveis lesões de menisco
- Sobrecarga na coluna cervical e lombar
- Desequilíbrio – desproporção.
- Possibilidade de má formação cardíaca.

Prática de Atividades Físicas

- Os anões devem ter as mesmas possibilidade de desenvolvimento que as outras pessoas.
- Alguns cuidados devem ser tomados para a prática de atividade física:
• Exercícios que causam desgaste indevido da articulação devem ser evitados.
• As atividades locomotoras como correr, saltar e pular pode estar afetada.
• Qualidade de movimento prejudicada devido aos membros mais curtos.
• A natação é uma excelente atividade para portadores de acondroplasia.

Doenças Neuromusculares Progressivas

- Distrofia Muscular

A distrofia muscular engloba um grupo de doenças hereditárias que se caracterizam por uma fraqueza progressiva e difusa de vários grupos musculares.
• As células musculares se degeneram e são substituídas por tecido adiposo.
• A fraqueza muscular predispõe o indivíduo a problemas respiratórios e cardíacos.
• Os sintomas podem surgir a qualquer momento entre o nascimento e a meia idade.

Principais Sintomas – Características Gerais

- Cansaço com facilidade
- Perda de coordenação motora fina
- Fraqueza muscular
- Alterações posturais geradas pela fraqueza
- Marcha arrastada

Tipos de Distrofia Muscular:

Miotônica: Se manifesta pela fraqueza muscular e afeta o sistema nervoso central, coração, olhos e glândulas endócrinas, geralmente ocorre entre 20 – 40 anos.
Facioescapuloumeral: Inicialmente afeta os músculos dos ombros e do rosto. Em geral a expectativa de vida é normal, já que esse tipo de distrofia pode cessar a qualquer momento.
Distrofia muscular das cinturas e dos membros: A degeneração pode começar pela cintura pélvica ou escapular, a degeneração é contínua, pode ocorre na fase final da infância

Distrofia Muscular de Duchenne – É a forma mais comum e grave na infância.
- Incidência maior entre meninos.
- Sintomas aparecem geralmente de 2 – 6 anos de idade.
- Acumulo excessivo de tecido adiposo entre as células musculares degeneradas.
- Os portadores de distrofia do tipo Duchenne não possui uma proteína a DISTROFINA.
- Se manifesta pela atrofia e fraqueza da coxa, quadril, costas, cintura escapular e músculos respiratórios
- A progressão da doença é constante e rápida, em geral leva a incapacidade de andar em aproximadamente 10 anos.

ESCLEROSE MÚLTIPLA

É uma doença do sistema nervoso.
É um distúrbio neurológico progressivo de evolução lenta que pode causar incapacidade total.

A EM se caracteriza por alterações na bainha de mielina, em vários pontos do sistema nervoso central.

- Causas desconhecidas, mas cientistas acreditam que pode ser causada por ataque viral ou por reações imunes.

Na Esclerose Múltipla, a bainha de mielina é destruída e substituída por tecido cicatricial.

Os sintomas dependem da área lesionada, mas os mais comuns são:
- Cansaço extremo e fraqueza
- intolerância ao calor
- tremores
- perda de coordenação
- prejuízo na marcha
- perda da fala
- paralisia total ou parcial.

O objetivo do tratamento deve ser o de manter a capacidade funcional por mais tempo possível.
- O tratamento deve procurar preservar a mobilidade, a força e a resistência (atividades físicas leves por períodos curtos)
- Evidências demonstram efeitos fisiológicos positivos para EM, reduzindo de forma significativa o cansaço.
- Atividade física apresenta benefícios psicológicos

Outras deficiências:
- Miastenia grave – redução da força muscular
- Artogripose – se caracteriza pela rigidez articular
- Doença de parkinson – redução da capacidade motora




DEFICIÊNCIA MENTAL E DOENÇA MENTAL

Ao longo da história muitos conceitos existiram e as pessoas com Deficiência Mental já foram chamadas pelos mais diversos nomes:
- Tonta, imbecil, idiota, débil mental, mongolóide, criança excepcional, retardada mental ou deficiente mental com nível leve, moderado, severo ou profundo (OMS, 1968).

- Atualmente existe uma tendência mundial de usar o termo: Deficiência intelectual, por referir-se ao funcionamento do intelecto especificamente.

"Distúrbios de Personalidade: Tratamento Psicológico"
"Doença Mental: Tratamento Psiquiátrico"

Doença Mental – são desordens psicológicas ou psiquiátricas que podem ser causadas por alterações biológicas.
Mais recentemente profissionais da área de psiquiatria e psicologia tem usado o termo transtorno mental.
Esses transtornos são marcados, muitas vezes, por alteração no comportamento.

Deficiência Mental

Segundo a OMS deficiência mental é quando o indivíduo apresenta funcionamento intelectual significativamente inferior à média em relação à maioria dos outros indivíduos.
Sempre vem acompanhada de limitações significativas no funcionamento adaptativo em várias áreas de habilidades.

Comunicação, auto-cuidados, vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento, auto-suficiência, trabalho, lazer e saúde e segurança.

A deficiência mental ocorre antes dos 18 anos, caracterizando assim um transtorno do desenvolvimento e não uma alteração mental como é o caso da demência.

Três critérios devem ser preenchidos para que seja detectado deficiência mental no indivíduo.

1) Função intelectual acentuadamente abaixo da média, pessoa que tem um escore inferior a 70-75 num teste de Q.I.
2) Limitação significativas em duas ou mais áreas adaptativas listadas.
"Alteração no comportamento adaptativo: dificuldades no cuidado pessoal, relacionamento, comunicação, lida doméstica.
O indivíduo é considerado independente quando ele deve ser capaz de realizar sozinho cuidados de higiene, saúde, trabalho, lazer, lida doméstica, alimentação, por exemplo.

3) Quando se manifesta antes dos 18 anos.


Incidência da Deficiência Mental na população.

Estima-se que de 3 % a 5 % da população total tem retardo mental. Podendo ser:
- Sem nenhuma disfunção orgânica conhecida ou com causas orgânicas conhecidas.
- No Brasil e Estados Unidos o maior número de deficientes está relacionado à Deficiência Mental.

DIVISÃO DO DESENVOLVIMENTO MENTAL

- Superdotado – Q.I acima de 145 - "Especial, mas não é doente. Posui dificuldades de relacionamento"
- Normal – Q.I entre 85 - 116
- Normal limítrofe Q.I entre 70 - 75 : "Muitas vezes por falta de oportunidade não desenvolvem o seu potencial. Não são facilmente identificados só de observá-los.

- Deficiente mental leve - " O que diferencia o leve dos demais é que ele possui o QI um pouco maior que os demais deficientes e pode ser incluído no mesmo ambiente que a maioria da população saudável".

- Deficiente mental moderado 3 – 5% da população. -
- Deficiente mental severo - "Treinável"
- Deficiente mental profundo - "Totalmente dependente, apresenta pouco desenvolvimento físico, motor, deficiência física associada. O tratamento em ambiente doméstico ou em instituições especializadas".

"PERGUNTA QUE PODE CAIR NA PROVA:
Fale sobre os diferentes níveis de Deficiência Mental.
Profundo: Indivíduo apresenta vários problemas sensoriais, físicos, motores, muitas vezes apresenta estado vegetativo, necessitando atendimento domiciliar.

Severo: Apresenta também distúrbios ortopédicos, sensoriais, porém aprende tarefas do dia-a-dia, por exemplo, tarefas relacionadas aos cuidados pessoais.
Atividades a realizar: Caminhada, marcha, atividdes sensório-motoras pode trabalhar também apanhar bola... que estimulem o lado psíco-motor.

Moderado: Indivíduo que apresenta considerável atraso de aprendizagem. Consegue se adaptar a programas de educação físicas, tarefas do dia-a-dia, entretanto, que não precisem de muitas regras, senão ele não consegue fazer. Também atividades físicas sistematizadas, como por exemplo: corrida, natação, pedalada, jogos de forma lúdica e integrativa.

Leve: Apresenta atraso de aprendizagem, porém consegue fazer as atividades do dia-a-dia, como cuidado pessoal, atividade física. A diferença dele para o moderado é que o moderado é considerado prendável. O leve é considerado educável.

Limítrofe: Tem dificuldades em atividades que demandam raciocínio lógico.

Quais as atividades que devem ser trabalhadas com indivíduos que possuem deficiencia mental?
A mesma coisa que para o deficiente visual. Atividades que priorizem as capacidades motoras. Exemplo: Tempo de reação; responder à um estímulo visual, sonoro, bater bola, rítmo; com música, sem música, batendo palmas no chão, com saltos, bater palmas, equilíbrios, agilidade, controle de forças com materiais de diferentes pesos, pular corda, noção corporal através da dança, noção de espaço temporal; jogos, atividades com bexiga.

Verdadeiro ou Falso. Devemos priorizar as capacidades físicas?
Falso. Física também. Mas sim motoras.



CAUSAS DE DEFICIÊNCIA MENTAL.

Existem mais de 500 distúrbios que podem levar ao quadro de deficiência mental.
Esses distúrbios podem ocorrer na fase pré-natal, Peri natal ou pós natal.
Causa conhecida e mais prevalente:
- Síndrome alcoólica Fetal.
- Falta de pré – natal
• Falta de nutrição adequada.
• Doenças na gravidez (hipertensão, diabetes, toxoplasmose, sífilis, rubéola, infecção)
• Mãe drogada.
• Tentativa de aborto
• prematuridade
• Fenilcetonúria
• Distúrbios genéticos (Distúrbio relacionado ao cromossomo X e Síndrome de Down)

Classificação da Deficiência Mental de Acordo com o Comportamento Adaptativo

a) Profundo (QI ≤ 19).
Indivíduo freqüentemente apresenta problemas físicos e sensoriais associados à deficiência mental. Esses indivíduos apresentam dependência completa e limitações acentuadas de aprendizagem, a intervenção junto ao indivíduo deve ser realizada no contexto domiciliar, com poucas exceções estado vegetativo.

b) Severo (QI = 20 – 35).
Indivíduo em geral apresenta distúrbios ortopédicos e sensoriais, bem como acentuado prejuízo na comunicação e mobilidade. Aprende minimamente tarefas relacionadas aos cuidados pessoais, desde que devidamente supervisionado em domicílio.

c) Moderado (QI = 36-51).
Indivíduo com considerável atraso na aprendizagem, em grande parte das vezes apresenta problemas motores visíveis. Por outro lado tem certa facilidade para ajustar-se socialmente aos programas sistematizados e à formação de hábitos higiênicos, treinável para tarefas de rotina e cuidados pessoais.

d) Leve (QI = 52 – 69).
Indivíduo apresenta aprendizagem lenta, mas que tem plenas capacidades para o desempenho de tarefas escolares e da vida cotidiana. Educável, diferenças percebidas geralmente após os seis anos.

e) Limítrofe (QI = 68 – 84).
Indivíduo é considerado portador de um desvio de inteligência, em razão de alguma dificuldade de exercer tarefas que exijam raciocínio lógico e grande demanda cognitiva. Apresenta aprendizagem lenta.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

Aspectos Cognitivos da Deficiência Mental e implicações para Educação Física.
As pessoas com DM percorreriam etapas semelhantes às percorridas pelos indivíduos normais com relação a parte cognitiva, mas de maneira mais lenta.

Tomando como exemplo a seqüência de desenvolvimento cognitivo proposta por Piaget (1982), é possível destacar as seguintes etapas:

a) Fase sensório motora (0 a 2 anos).

Nesta fase pode-se dizer que ainda não existe uma cognição real, por meio de contato com o ambiente a criança passa a organizar suas sensações, a interação com o meio ambiente ocorre principalmente por meio dos reflexos.

b) Fase pré-operacional (2 a 6 anos).
Esta fase é caracterizada pelo início da linguagem, da função simbólica e da representação. No raciocínio da criança ainda não há lógica e prevalece um raciocínio intuitivo. Trata-se de um período identificado por um monólogo nas brincadeiras.

c) Fase das operações concretas (6 a 12 anos).
Neste fase passa a existir um pensamento mais lógico e a razão passa a nortear as atitudes da criança. Na resolução de problemas ela admite apenas uma única solução.

d) Fase das operações Formais (12 anos em diante).
Nesta fase o indivíduo já é capaz de realizar operações mentais lógicas, de apresentar idéias e hipóteses. Diante de um problema o indivíduo é capaz de apresentar várias soluções.

No domínio cognitivo, geralmente também são encontradas três características das pessoas com DM:
a) Problemas de atenção e apatia para aprender
b) Problemas de linguagem e de comunicação
c) Problemas generalizado de compreensão de conceitos.

Aspectos Socio-afetivos da DM e Implicações para Educação Física.

O contexto da vida de pessoas com DM é acompanhado de situações que criam o surgimento de comportamento socialmente inadequado ou que ofereçam restrições ao aprendizado.
Tais comportamentos denotam rejeição e podem dificultar o processo de intervenção. Dentre eles é possível destacar:

a) Ataque – agressão física ou verbal
b) Fuga – abandono do indivíduo ou do problema. Superproteção
c) Mecanismo de compensação – atenuantes para enfrentar o problema, ex: “é deficiente, mas é como se fosse normal”, “é deficiente, mas poderia ser pior”.

Com relação aos alunos com DM é possível perceber a tendência ao isolamento ou a falta de envolvimento, devido:
A) Motivo de afiliação
B) Motivo de poder
C) Motivo de agressão
D) Motivo de assistência
E) Motivo de realização – Expectativa do sucesso, medo do fracasso.

Recursos utilizados para aumentar a autoconfiança
- Realização de tarefas com sucesso
- Persuasão verbal
- Persuasão social
- Estabelecimento de metas

Síndrome de Down

É a mais reconhecida condição genética associada ao retardo mental.
- 1/700 crianças nascem com síndrome de down.
- A causa mais comum de síndrome de down é a trissomia do cromossomo 21. Isso faz com que a pessoa possua 47 cromossomos ao invés de 46 que é o número normal.
- A idade avançada da mãe parece ser o fator mais influente.
- A chance de nascer um bebê com síndrome de down é de 1 em 1000 vezes se a mãe tiver em torno de 30 anos. Com mais de 35 anos (1 em 290). Aos 40 anos, o risco aumenta para 1 em 150 e aos 45 anos o risco é de 1 em 20 nascimentos

Exemplo de pergunta que poderá cair na prova:

Cite algumas características físicas (principalmente), de saúde, motora do ponto de vista geral do indivíduo com Sindrome de Down(mínimo 5).

Características Físicas
• Baixa estatura
• Boca pequena e lábios finos
• Cabeça pequena (microcefalia), rosto e parte posterior da cabeça achatada.
• Dobras palmares transversas
• Cabelo fino e esparso
• Mão e pés achatados
• Nariz pequeno e achatado
• Dentes mal implantados
• Pernas e braços curtos em relação ao tronco
• Pescoço curto e orelhas com implantação baixa.
• Olhos para fora com pregas cutâneas exageradas
• Obesidade.

Características Físicas
• Hipermobilidade das articulações
• hipotonia muscular
• Abdômen distendido e hipotônico
• Lordose e cifose
• instabilidade atlantoaxial.
Características de Saúde
• Obesidade
• Problema congênito no coração (40-60% dos casos)
• Infecções respiratórias (número reduzidos de alvéolos)
• Problemas na tireóide (hipotireoidismo)
• Problemas auditivos
• Problemas na visão (catarata, estrabismo, miopia).
• Indivíduos do sexo masculino são estéreis.

Características de Saúde
"São 4 as mais importantes: obesidade, problemas respiratorios, cardíacos e problemas sensoriais"

• Mulheres tem chance de engravidar.
• Envelhecimento precoce
• Doença de Alzheimer
Características Motoras
• Falta de equilíbrio e problemas na marcha devido a imaturidade do cerebelo
• Atraso do desenvolvimento motor
• Limitações na organização espacial.
• Hipotonia muscular - dificuldade do controle postural. (pouco tônus muscular)
Características Cognitivas – Deficiência Mental, QI em torno de 50.
Características Afetivas – Na infância comportamento solidário, amigável, cooperativo, responsável. Na adolescência tornam-se muito teimosos.

"Frouxidão ligamentar (muito espaço entre as vértebras), fraqueza muscular, também são características físicas"


PRINCIPAIS CUIDADOS COM RELAÇÃO À ATIVIDADE FÍSICA

• Ficar atento à existência de dificuldades visuais e auditivas e suas implicações para a prática de atividade física.

"cuidado com o cansaço físico, devido aos problemas cardíacos e respiratórios, impacto, queda, por causa da hipermobilidade das articulações"

• Ter cuidados em atividades que envolvam o equilíbrio em plataformas ou traves
• Cuidado com a instabilidade atlantoaxial, atividades que possam provocar impactos sobre a região cervical, como cabeçadas e rolamentos.
• Cuidados com atividades com muito impacto ou que envolvam paradas e giros abruptos.
• Estar atento ao quadro de cianose das extremidades, falta de ar e cansaço excessivo.
• É fundamental trabalhar com o respaldo de um laudo médico que confirma a ausência de risco para a prática de atividade física.

Outros traços comuns relacionados aos indivíduos com DM.

- Sexualidade – quadros de inadequação social

- Agressividade – indisciplina.

Para combater a indisciplina o professor deve tomar uma série de condutas.

Características Motoras das Pessoas com DM.

Os problemas motores dos indivíduos com DM estão associados a fatores de ordem maturacional (estrutural) e a carência de experiências motoras.

Os indivíduos com DM podem apresentar:
• Lentidão em suas respostas
• Escolhas de estratégia motora inadequada
• Atraso nas fases de desenvolvimento motor
• Dificuldade em organizar respostas motoras
• Atraso na aquisição de habilidades motoras fundamentais

Embora apresentem problemas em uma série de capacidades e habilidades, as pessoas com Deficiência Mental podem alcançar etapas relativamente avançadas do processo de desenvolvimento motor.

A interação entre maturação e experiência seria fundamental para o desenvolvimento motor.

Implicações para o Programa de Atividades

Os indivíduos com DM apresentam problemas associados ao SNC, desse modo espera-se que suas dificuldades tenham a ver com suas capacidades motoras.
- Tempo de reação (responder a um estímulo)
- Timing (tentar apanhar um objeto, quicar uma bola)
- Ritmo (bater bola acompanhando batidas de palmas)
- Equilíbrio
- Agilidade (pular corda, correr, sentar, levantar)
- Controle da força. (trabalho com objetos pesados e leves)
- Noção corporal – dança, lutas
- Noção espaço-temporal (jogos, atividades com bexigas)

Desenvolvimento de Aspectos Psicomotores

• Posicionamento (forma)
• Distância.
• Timing (Tempo)
• Energia (força)
• Noção do corpo e lateralidade
• Noções espaciais
• Noções espaço-temporais
• Tônus e relaxamento.

• Desenvolver o DM em idade precoce, principalmente os aspectos cognitivos
• Quanto mais tarde iniciar o trabalho, mais difícil será seu desenvolvimento.
• A ênfase do trabalho deve ser as capacidades motoras (ritmo, tempo de reação, equilíbrio, agilidade).

Trabalho na Educação Física

a) DM leve: domina habilidades motoras básicas, podendo chegar as especializadas
b) DM moderado: aproveita programas de exercícios sistematizados
c) DM severo: consegue desempenhar atividades simples.
d) DM profundo: Incapaz

Trabalho na Educação Física

a) DM leve: atividades psicomotoras, modalidades esportivas (basquete, futebol, atletismo), dança, lutas (capoeira, Judô), etc.
b) DM moderado: atividades psicomotoras, fundamentos desportivos sem muita regra.
c) DM severo: atividades psicomotoras
d) DM Profundo: apenas a marcha sem material.

OBSERVAÇÕES
- Trabalhar as capacidades físicas, porém com um tempo menor
- Um certo espaço deve ser proporcionado para as atividades funcionais ou tarefas do dia-a-dia (transporte de objetos).





Considerações no Programa de Atividade Motora

- Definir objetivos do trabalho
- Participação de todos os alunos
- Respeito as limitações
- Enfatizar o potencial motor
- Desenvolver autonomia no aluno
Programas para Deficientes Mentais
No instituto:
1) Procurar prontuário do aluno que contém todas informações
2) Estudo de caso
3) Avaliação de cada setor. Educação física (motora).

Programas para Deficientes Mentais
Na Escola ou Academia
1) Contato com a família (entrevista com a mãe).
2) Avaliação física e motora
3) Avaliação ortopédica.
4) Diagnóstico e atestado médico
5) Diagnóstico psicológico.
6) Análise da área, equipamentos e condições.

Qualidades Necessárias ao professor:
1) Capacidade de observação
2) Motivação
3) Persistência
4) Segurança


Distúrbios Comportamentais

São alterações emocionais que causam desordens de conduta e de comportamento.
De modo geral pode ser caracterizado por:
- hiperatividade, impulsividade, compulsão, distração, agressividade.
- Alguns podem mentir, incendiar, roubar, abusar do álcool e das drogas, apresentar comportamento que se volta diretamente contra a sociedade.
- Dentre os principais distúrbios podemos citar:
- Autismo
- distúrbios de personalidade (autodestruição, agressividade, comportamento socialmente inaceitável)
- Esquizofrenia – psicose, alucinações, perda da compreensão da realidade.

Causas:
- Fatores biológicos: anomalias genéticas, dano ou disfunção cerebral, deficiência nutricional, utilização de drogas e álcool durante a gestação.
- Fatores familiares: relações familiares patológicas (divórcio, ausência de pai ou mãe)
- Fatores emocionais: violência infantil, abandono.
- Fatores culturais e sociais: classe social, etnia, preconceito, privação econômica.

AUTISMO
É uma deficiência do desenvolvimento que afeta de forma significativa a comunicação verbal e não – verbal.
Geralmente ocorre antes dos 3 anos de vida e prejudica o desempenho educacional.
75% dos casos estão associados à deficiência mental.
As principais características para diagnóstico:
- Comprometimento das habilidades de sociabilização.
- Comprometimento da comunicação.
- Auto-estimulação e auto-lesão.
- Comportamento compulsivo e ritualísticos.
Principais Causas:
- Fenilcetonúria, infecções virais, rubéola.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA

Caracterização:

- Caracteriza-se como deficiência auditiva a perda da capacidade total ou parcial de ouvir.
- Interfere tanto na recepção quanto na produção da linguagem.
A magnitude da perda auditiva é medida em decibéis (dB). A capacidade de detectar sons está na faixa de 0-25 decibéis.

A conversa normal ocorre na faixa de 40-50 decibéis.

Graus de Perda Auditiva em Decibéis.

27-40 db – ligeira – dificuldade para captar a fala baixa.
41-55 db – leve – dificuldade para escutar a fala normal (uso de aparelho).
56-70 db – Moderada – dificuldade para escutar a fala alta.
71-90 db – Severa – dificuldade para escutar a fala gritada
+ 90 db – profunda – qualquer fala mesmo com o uso de amplificador.

O ouvido e suas estruturas:

Ouvido externo: pavilhão auricular, meato acústico externo e o tímpano
Ouvido médio: três ossos – martelo, bigorna e estribo – tem a função de amplificar o som.
Ouvido interno: cóclea, nervo auditivo e aparelho vestibular

Funções da audição para o ser humano

1) Possibilidade de receber e interpretar sons externos (comunicação).
2) Aumento do campo de abrangência – visão 180º. – audição 360º.
3) Avaliação de distâncias , localização no espaço e orientação de direção.
4) Equilíbrio.



Classificação:
Basicamente são classificadas como:
Condutiva: é aquela que se reduz a intensidade do som alcançado pelo ouvido interno, esse tipo de surdez localiza-se no ouvido externo ou médio.
Sensório-neural: é causada por problemas no ouvido interno ou no nervo auditivo. As implicações são mais graves.

"Com relação à atividade física, a perda por motivo sensório-neural (nervo auditivo ou ouvido interno), entre os dois motivos de perda, a que mais prejudica uma atividade é pior para o desenvolvimento motor".

Principais Causas:
Fatores pré-natais, peri-natais e pós-natais.

Momento da Perda:
Pré-lingual – quando nasce, perde ou diminui a audição antes da fala.
Pós-lingual – perde ou diminui a audição depois da fala.

As implicações motoras e o equilíbrio.
O ouvido tem papel importante na aquisição e manutenção do equilíbrio.
O cérebro combina a imagem visual com a sensação emitida pelo ouvido

Motricidade

- O deficiente auditivo pode apresentar atraso do desenvolvimento motor.
- Os problemas motores dos D.A. podem ser agravados caso ocorra isolamento da criança.

Implicações para o programa de atividade física.

PERGUNTA QUE PODERÁ CAIR NA PROVA:

"Quais as atividades devem ser trabalhadas com indivíduos com deficiência auditiva?


As grandes prioridades do professor de educação física devem ser as maiores defasagens do aluno:
- Equilíbrio (estático e dinâmico) - Coordenação motora geral.
- Noção espaço-temporal. – O ritmo (através da batida da música o indivíduo consegue ter noção de espaço)- A propiocepção (sentir materiais diferentes...) – A ansiedade e isolamento social.

Principais Cuidados:
- Atividades em alturas elevadas.
- Atividades em traves de equilíbrio e trampolim acrobático.
- Atividades em piscina.

Comunicação com o DA.
- Potencializar a comunicação de várias formas (leitura labial, linguagem dos sinais).
- Informações visuais e sinestésicas.
- Em último caso escrever a informação.

Desenvolver as habilidades físicas, motoras e sensoriais de indivíduos com DA irá ajudá-los na adequação social e autoconfiança. De forma que ele possa interagir com o meio de forma mais segura e independente.