quarta-feira, 4 de julho de 2007
Psicologia: Material XVI Simpósio Nac. de Ensino
MAPAS CONCEITUAIS NA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
Márcio Lobo Barbosaa [marciuslobo@yahoo.com.br]
Álvaro Santos Alvesb [asa@uefs.br]
José Carlos Oliveira de Jesusb [oliveira@uefs.br]
Teresinha Fróes Burnhamc [tfroes@ufba.br]
a Cooperescola e Colégio Visão, Feira de Santana - BA - Brasil
b Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Física, Projeto Física no Campus, BR-116, Km 03,
Campus Universitário, 44.031-460, Feira de Santana -BA – Brasil
c Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Educação, Av. Reitor Miguel Calmon, s/n, Campus Canela, 40.110-100,
Salvador – BA - Brasil
RESUMO
Aprender significativamente tem-se apresentando como um grande desafio no processo
e ensino-aprendizagem. A aprendizagem significativa é inerente à estrutura cognitiva
que cada aprendiz possui e a correlação produzida entre o que é aprendido e ensinado.
Neste trabalho, propõem-se avaliar a aprendizagem a partir da aquisição de significados
por meio de mapas conceituais, que estabelecem o intercâmbio de significados. Neste
trabalho, apresentamos os resultados parciais de avaliação dos conceitos estudados nas
aulas por meio de mapas, numa turma de 8a. série do ensino fundamental com 55
alunos. Por meio de entrevistas individuais e coletivas, os alunos extenalizaram os
conceitos e com a investigação das relações conceituais realizadas, nos mapas
conceituais, foi possível elencar os elementos que enquadram a aprendizagem como
significativa ou mecânica e suas implicações no processo de alfabetização científica dos
alunos através da física.
INTRODUÇÃO
Este trabalho consiste em apontar instrumentos que possibilitem a prática de estratégias
alternativas no Ensino de Física, bem como a compreensão do processo de produção do
conhecimento de forma interativa, tendo os alunos como artífices do ato de aprender. Os temas
Movimento Retilíneo, Leis de Newton e Energia foram abordados segundo a teoria de David
Ausbel, alicerçada por Joseph Novak com a introdução de mapas de conceitos. Nesse trabalho, os
mapas conceituais ou de idéias usados, assumiram um caráter de avaliação dos conceitos
desenvolvidos nas aulas. O trabalho foi desenvolvido com uma turma de 8ª série do Ensino
Fundamental, com 55 alunos, na cidade de Feira de Santana, Bahia. A avaliação dos resultados
colhidos revela que o emprego dos mapas conceituais como instrumento de avaliação é relevante no
processo de diferenciação cognitiva dos alunos no entendimento dos conceitos estudados em Física.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Existem muitas teorias sobre o processo de cognição dos alunos na contemplação dos
caminhos mais seguidos para a estruturação do pensamento, relacionando o que é ensinado com o
que é aprendido. Com o desenvolvimento da teoria criada por David Ausbel, tornou-se possível
elencar elementos que definem a aprendizagem como significativa.
X V I SI M P Ó S I O NA C I O N A L D E EN S I N O D E F Í S I C A 2
A essência do trabalho de Ausbel é a aprendizagem significativa na qual os conceitos são
ordenados progressivamente, de forma que os conceitos mais gerais de um conteúdo estão ligados a
conceitos subordinados e este a conceitos específicos. Aprender significativamente em ensino de
Física tem se configurado nas escolas como um grande desafio, pois na boa parte dos casos os
conceitos são fixados mecanicamente pelos alunos e sem a devida relação e aplicação com a
vivência dos alunos.
Segundo Ausbel (1978), a aprendizagem é dita significativa quando as informações
recebidas pelos alunos são acompanhadas de significados, por meio de ancoragem que o próprio
mecanismo cognitivo processa, e essa significância passa pelo campo das idéias, conceitos e
proposições já existentes nos alunos. O entendimento dos conceitos mediante a interação do que é
aprendido com os conhecimentos já existentes na estrutura cognitiva, ocorre segundo o processo da
diferenciação progressiva.
Na diferenciação progressiva o aluno é capaz de atribuir novos significados aos conceitos
mais inclusivos, e em seguida relacionar as novas idéias com outros conceitos cada vez mais
diferenciados. O processo de reorganizar os conceitos já aprendidos a partir de novas relações
conceituais é denominado de reconciliação interativa. Apesar de ser a base fundamental para o
mapeamento de conceitos Ausbel nunca citou no seu trabalho o termo mapa conceitual.
Com base nessa teoria de Ausbel, uma técnica foi desenvolvida em meados da década de
setenta por Joseph Novak e alguns pesquisadores da Universidade de Carnell, nos Estados Unidos.
Novak propõem uma nova estratégia educativa por meio de mapas conceituais, no mapeamento de
conceitos as idéias são relacionadas de forma lógica numa organização de conhecimentos.
Podemos tomar o modelo abaixo para o mapeamento de idéias segundo a teoria de Ausbel.
Fig. 1 - Mapa conceitual, segundo a teoria de David Ausbel.
A capacidade em desenvolver novas relações para se entender um conceito, confrontando o
mesmo com os conhecimentos prévios aumenta gradativamente, quando novos subsunçores vão se
formando e interagindo entre si, pois a estrutura cognitiva sofre constantemente reestruturações com
a finalidade de se aprender com significados.
X V I SI M P Ó S I O NA C I O N A L D E EN S I N O D E F Í S I C A 3
MAPAS CONCEITUAIS OU MAPAS DE IDÉIAS
Os mapas de conceitos podem ser entendidos como diagramas que relacionam conceitos de
um assunto abordado na sala de aula, em específico, e por conseguinte as relações funcionais entre
determinadas palavras-chaves, que estão inerentes à própria seqüência dos conceitos na cognição
dos alunos.
Veja um exemplo de mapa conceitual
Fig. 2 - Mapa de conceitos desenvolvido por um aluno da turma de 8ª série do ensino fundamental.
A organização dos conceitos por meio de um mapeamento pode assumir diversas
nomenclaturas em muitas áreas de ensino, quer seja pelos alunos ou por professores. Existem
aqueles que denominam: diagrama de idéias, esquema-resumo, e etc. Mesmo tendo algumas
denominações distintas, os mapas de conceitos não devem ser confundidos com organogramas ou
diagramas de fluxo, não obstante, os mapas conceituais revelam uma direção representativa de
significados, de relações significativas na qual podemos perceber a multiplicidade de implicações
que em determinado tema de estudo a ser abordado traz com conceitos mais idéias no processo de
aprendizagem significativa.
Sendo assim, o mais relevante não é a forma gráfica na confecção dos mapas, mas a
disposição das idéias e conceitos. Não existe uma forma correta de se fazer mapas conceituais e
nem o mapa conceitual correto, o que temos são modelos de mapas de palavras-chaves na
explanação conceitual. O uso de figuras geométricas como elipses, retângulos e círculos nos mapas
conceituais são de aspectos secundários, tornando-se sempre necessário que o professor oriente os
alunos na identificação dos conceitos mais inclusivos e menos inclusivos.
METODOLOGIA
A metodologia deste trabalho consiste em avaliar a aprendizagem de conceitos trabalhados
nas aulas, com base nos elementos que definem a aprendizagem como significativa. Os elementos
abordados são: a diferenciação progressiva, reconciliação integrativa, organização seqüencial e
consolidação.
X V I SI M P Ó S I O NA C I O N A L D E EN S I N O D E F Í S I C A 4
Após a construção dos mapas de conceitos realizada pelos alunos, foram formulados
questões e problemas de forma não convencional – para evitar a reprodução mecanicista dos
conceitos - que exijam dos alunos a externalização, por meio de entrevistas nas próprias aulas, dos
conceitos empregados nos mapas, e das relações entre os mesmos.
A solução de situações problemas serve como base para procurar indícios da aprendizagem
dos conceitos.
A etapa final do processo metodológico, consiste em requerer dos alunos a resolução
seqüenciada de problemas que necessitem dos conhecimentos aprendidos em etapas anteriores.
CONCLUSÃO
Por se tratar de uma turma de 8ª série, do ensino fundamental, o trabalho de se levantar uma
aprendizagem em termos de significância, se torna muito importante no âmbito da apresentação da
física para estes alunos. Com a análise e desenvolvimento do trabalho foi possível destacar os
pontos mais determinantes no entendimento dos conceitos e das dificuldades enfrentados pelos
alunos na estruturação de modelos mentais, que propiciem a organização e interiorização dos
conceitos. Como geralmente nas salas de aulas os alunos desenvolvem o processo cognitivo, quase
que espontaneamente. Faz-se importante para o professor conhecer teorias sobre a estruturação do
conhecimento, em primeiro momento para saber valorizar o que o aluno já traz consigo e
posteriormente para ensinar Física não de forma simplória, desvinculada de qualquer teoria de
ensino - que mesmo presente - se não for devidamente empregada acarretará um atraso no
desenvolvimento da estrutura cognitiva, essencial para o entendimento de um conceito.
REFERÊNCIAS
MOREIRA, M. A e Masini, E.A.F.S.. Aprendizagem significativa: A teoria de David Ausbel. São
Paulo, Editora Moraes, 1982.
Moreira, M. A. Aprendizagem significativa: fórum permanente de professoes, Brasília, Editora
Unb, 1999.
Moreira, M. A.. Uma abordagem cognitivista no ensino da Física. Porto Alegre, Editora de
Universidade, 1983.
Psicologia: Ausubel
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David Paul Ausubel, um grande psicólogo da educação nasceu nos Estados Unidos na cidade de Nova York, exatamente, em 1918, numa época em que a população judia sofria uma série de preconceitos e de [[conflitos religiosos}}. Filho de família judia e pobre, imigrantes da Europa Central, cresceu insatisfeito com a educação que recebera. Revoltado contra os castigos e humilhações pelos quais passara na escola, afirma que a educação é violenta e reacionária, relatando um dos episódios que o marcou profundamente nesse período: “Escandalizou-se com um palavrão que eu, patife de seis anos, empreguei certo dia. Com sabão de lixívia lavou-me a boca. Submeti-me. Fiquei de pé num canto o dia inteiro, para servir de escarmento a uma classe de cinqüenta meninos assustados (...)" (AUSUBEL, p-31). Para ele, “A escola é um cárcere para meninos. O crime de todos é a pouca idade e por isso os carcereiros lhes dão castigos” (AUSUBEL, p-31).
Após sua formação acadêmica, em território canadense
Províncias e territórios do Canadá
Províncias
Colúmbia Britânica Alberta Saskatchewan Manitoba Ontário Quebec Nova Brunswick Ilha do Príncipe Eduardo Nova Escócia Terra Nova e Labrador
Territórios
Yukon Territórios do Noroeste Nunavut
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resolve dedicar-se à educação no intuito de buscar as melhorias necessárias ao verdadeiro aprendizado. Totalmente contra a aprendizagem puramente mecânica, torna-se um representante do cognitivismo, e propõe uma aprendizagem que tenha uma estrutura cognitivista, de modo a intensificar a aprendizagem como um processo de armazenamento de informações que, ao agrupar-se no âmbito mental do indivíduo, seja manipulada e utilizada adequadamente no futuro, através da organização e integração dos conteúdos apreendidos significativamente. Segundo Ausubel, a aprendizagem significativa no processo de ensino necessita fazer algum sentido para o aluno e, nesse processo, a informação deverá interagir e ancorar-se nos conceitos relevantes já existentes na estrutura do aluno. O autor entende que a aprendizagem significativa se verifica quando o banco de informações no plano mental do aluno se revela, através da aprendizagem por descoberta e por recepção. O processo utilizado para as crianças menores é o de formação de conceito, envolvendo generalizações de interesses específicos para que, na idade escolar já tenham desenvolvido um conjunto de conceitos, de modo a favorecer o desenvolvimento da aprendizagem significativa. Esses conceitos deverão ser adquiridos através de assimilação, diferenciação progressiva e reconciliação integrativos de conceitos. Para tanto, Ausubel sugere para esse processo, a utilização de organizadores prévios para, de fato, ancorar a nova aprendizagem, levando o aluno ao desenvolvimento de conceitos subsunçores, de modo a facilitar a aprendizagem subseqüente.
Mas o que são organizadores prévios? Segundo o autor, são informações e recursos introdutórios, que devem ser apresentados antes dos conteúdos da matriz curricular, uma vez que tem a função de servir de ponte entre o que o aluno já sabe e o que ele deve saber para que o conteúdo possa ser realmente aprendido de forma significativa. Os organizadores se tornarão mais eficazes se forem apresentados no início das tarefas de aprendizagem para que suas propriedades possam integrar-se como elemento atrativo para o aluno, visando provocar o interesse e desejo de aprender. Sua formulação deve contar com um vocabulário bastante familiar ao aluno, de modo que, sua organização, bem como a aprendizagem sejam consideradas como material de valor pedagógico. Para que a aprendizagem significativa ocorra, o autor assinala duas condições essenciais : 1) disposição do aluno para aprender; 2) O material didático desenvolvido, que deve ser, sobretudo, significativo para o aluno. Somente dessa forma é que se dará a verdadeira compreensão de conceitos e proposições, o que implica na posse de significados claros e intransferíveis. para a avaliação consistente da aprendizagem significativa, o método válido e prático, segundo Ausubel, consiste em buscar soluções de problemas diversos através de testes de compreensão,utilizando-se de recursos diferentes daqueles, utilizados anteriormente no material instrucional. para que se possa constatar, de fato, se o aluno desenvolveu ou não, às habilidades necessárias à aquisição da aprendizagem significativa.
A Teoria da aprendizagem de ausubel objetiva, portanto, facilitar a aprendizagem do aluno, através da psicologia da aprendizagem significativa. Diz ele, que “Se eu tivesse que reduzir toda a psicologia educacional a um único princípio, diria isto: o fato isolado mais importante que informação na aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece. Descubra o que ele sabe e baseie isso nos seus ensinamentos” (AUSUBEL, 1968).A aprendizagem significativa é elemento essencial ao processo de de aquisição do conhecimento do aluno, fundamental para o novo papel do professor e função social da escola.
Bibliografia
Ausubel, D.P. Educational Psychology: A Cognitive View. New York, Holt, Rinehart and Winston, 1968. MOREIRA, M. A. (1999). Aprendizagem significativa. Brasília: Editora Universidade de Brasília. MOREIRA, Marco Antônio. Uma Abordagem Cognitivista ao Ensino da Física. Porto Alegre, Ed. da Universidade, UFRGS, 1983 NOVAK, J. D. e GOWIN, D. Bob. (1999). Aprender a aprender. (2a ed.), Lisboa: Plátano Edições Técnicas.
Psicologia: Vygotsky
A aprendizagem é fundamental ao desenvolvimento dos processos internos na interação com outras pessoas.Ao observar a zona proximal, o educador pode orientar o aprendizado no sentido de adiantar o desenvolvimento potencial de uma criança, tornando-o real. Nesse ínterim, o ensino deve passar do grupo para o indivíduo. Em outras palavras, o ambiente influenciaria a internalização das atividades cognitivas no indivíduo, de modo que, o aprendizado gere o desenvolvimento. Portanto, o desenvolvimento mental só pode realizar-se por intermédio do aprendizado.
Vygotsky, teve contato com a obra de Piaget e, embora teça elogios a ela em muitos aspectos, também a critica, por considerar que Piaget não deu a devida importância à situação social e ao meio. Ambos atribuem grande importância ao organismo ativo, mas Vygotsky destaca o papel do contexto histórico e cultural nos processos de desenvolvimento e aprendizagem, sendo chamado de sociointeracionista, e não apenas de interacionista como Piaget.Piaget coloca ênfase nos aspectos estruturais e nas leis de caráter universal ( de origem biológica) do desenvolvimento, enquanto Vygotsky destaca as contribuições da cultura, da interação social e a dimensão histórica do desenvolvimento mental.
Vera Lúcia Camara F. Zacharias é mestra em educação, pedagoga, diretora de escola aposentada, com vasta experiência na área educacional em geral, e, em especial na implantação de Cursos Técnicos de Nível Médio e pós-médio, assessoria e capacitação de profissionais para a utilização de novas tecnologias aplicadas à educação e alfabetização.
Para maiores informações sobre a obra de Vygotsky, ver:LATAILLE, Yves et alii. Piaget, Vygotsky, Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão. SP, Summus, 1992.VyGOTSKY, L. - A formação social da mente. SP, Martins Fontes, 1987.VyGOTSKY, L. - Pensamento e linguagem. SP, Martins Fontes, 1988.VyGOTSKY, Leontiev, Luria. - Psicologia e Pedagogia. Lisboa, Estampa, 1977.VyGOTSKY, Leontiev, Luria. - Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. SP, Icone, 1988
domingo, 3 de junho de 2007
Quero ir prá casa!!! Amanhã é a prova.
Hoje de manhã acordei por volta das 10h20 e decidi, de última hora ir à missa. Depois retomei o meu estudo. Afinal, "buscai primeiro o Reino de Deus e tudo o mais será acrescentado". Agora os sinos da Igreja estão tocando, como de manhã. Foi por esse motivo que resolvi de última hora ir à missa. E agora, novamente tocando. O que será que Deus está querendo dizer prá mim através disso?
Hoje tive que digitar tudo novamente.
Puxa, como apareceram empecilhos para eu terminar essa atividade. O gravador foi um dos maiores. Me tirou do sério várias vezes. Eu queria adiantar a gravação, mas ele passava para outra e me deixava irritadíssimo. Bem, o provedor também não é novidade, né? Internet discada, já viu como é que é. Eu ficava tentando fazer o cursor do mouse passar as frases rapidamente mas demorava uma eternidade. E lá vai tempo.
Ontem fiquei algumas horas digitando. Em vão. Perdi tudo porque o computador travou. Como ainda não estou expert em blogs, não achei o mecanismo de salvar automaticamente.
Agora vou realizar a gravação de todo o conteúdo para que eu possa estudar no caminho prá casa e amanhã de manhã, quando estiver indo prá faculdade.
Amanhã também tem preocupação adicional: Entrega do projeto de Prática de Ensino. TEscolhemos fazer no Objetivo, cuja unidade fica anexa à Unip da Marquês. Tudo caminhava bem, quando, na fase final, faltando alguns dias para entregarmos o trabalho, fomos informados que não poderíamos concluí-lo naquela instituição. Para não ficarmos sem nota, a professora da matéria solicitou que fizéssemos um relatório onde constasse tudo o que fizemos com a intenção de verificar se seguimos todas as etapas do manual.
Amanhã, segunda-feira, é o dia de entregá-lo e deveremos levar também a ficha de estágio para a professora registrar as horas correspondentes à este semestre. Não posso também me esquecer de anexar as fixas que elaboramos com perguntas que seriam feitas à comunidade, aos pais e aos alunos, referente à instituição de ensino que escolhemos. Espero que no próximo semestre não encontremos empecilhos desagradáveis como este que surgiu. Aprendi que muitas vezes delegar uma tarefa pode ser arriscado, dependendo do que se trata. E que quando há desconfiança com relação ao andamento de um projeto (tudo caminhando muito facilmente) é interessante rever se todos os passos, todas as etapas do mesmo estão sendo seguidas corretamente e se não há alguma falha ou risco de falha. Também se a fonte das informações é confiável.
Bem, devo ficar mais uns 20 ou 30 minutos para terminar a gravação de voz. Agora são 18h18. Acredito que devo sair daqui mais ou menos umas 20h30. Gostaria de passar na casa de uma amiga chamada Rose. Faz um tempo que não passo por lá. Se der tempo...
domingo, 27 de maio de 2007
Matéria E.F.A. 2º Semestre
TRAUMA CRÂNIO ENCEFÁLICO - TCE
Lesão cerebral que pode:
• Reduzir ou alterar o estado de consciência
• comprometer as funções físicas, cognitiva, social, comportamental e emocional.
- Comprometimento físico:
a) Falta de coordenação
b) Dificuldade para planejar e executar movimentos
c) Espasticidade
d) Dores de cabeça e crises convulsivas
e) Paralisias
f) Disturbios sensoriais
O TCE é a maior causa de morte e deficiências pode ser causado por:
- Acidentes em estrada (passageiro, ciclista e pedestre)
- Crises epiléticas
- Violência infantil
- Lesões causadas por objetos (pedra, bola, arma de fogo)
- Lesões esportivas
- Quedas de brinquedos, árvores.
CLASSIFICAÇÃO
De modo geral há duas classificações de lesão na cabeça:
- Aberta – área mais limitada do cérebro
- Fechada – lesão mais difusa.
- Leve ou grave
IMPLICAÇÕES PARA O PROGRAMA DE ATIVIDADES FÍSICAS
Todos os portadores de PC, AVC e TCE podem se beneficiar do programa de Educação Física.
Deve ser avaliado o tipo e o grau das deficiências físicas, metas educacionais e as adaptações necessárias.
Diretrizes gerais para a prática de atividade Física
- Segurança
- Aptidão Física (aptidão aeróbia, força e flexibilidade)
- Desenvolvimento Motor e psicossocial
- Implicações para o esporte.
Segurança – cuidados com o local da prática de atividade física.
- Crises convulsivas.
- Cuidado com equilíbrio.
Aptidão Física – níveis adequados de aptidão física ajudam os portadores de deficiências a realizar atividade da vida diária.
Desenvolvimento motor – incentivar o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais.
Psicossocial – autoconfiança, imagem corporal (bem estar emocional).
Implicação para o esporte – incluir modalidades esportivas no programa.
Distúrbios Ósseos e Osteoarticulares
Osteoporose
• É uma doença caracterizada por pouca massa óssea e deterioração do tecido ósseo, o que leva a um aumento da fragilidade óssea e conseqüente risco de fratura.
• Ocorre um desequilíbrio no metabolismo ósseo.
Classificação:
- Primária: isolada – senil (> 65 anos)
- - pós menopausa
- Secundária: associação com outras doenças (ex.: hipotireoidismo, deficiência de vitaminas)
Características:
• As microfraturas podem causar dores. Os 3 pontos mais comuns são:
• região lombar
• fêmur proximal
• rádio didtal
Fatores de Risco:
• Redução do estrógeno ou da testosterona
• Fumo, álcool, e idade avançada.
• deficiência de cálcio, histórico familiar
• Redução da atividade física.
• Magreza excessiva.
Exercícios e Atividade Física
• Alongamentos
• Correção da postura
• Atividade de impacto ósseo.
• Atividade de sobrecarga muscular
• atividades aeróbias
ARTRITE
- Processo inflamatório ou degenerativo de uma ou várias articulações.
Artrites inflamatórias:
• Causas: outras doenças inflamatórias do aparelho locomotor, bactéria, vírus oportunistas, etc.
Artrites inflamatórias:
- Sintomas: febre, edema, dor aguda, inchaço, rigidez e progressiva perda de movimentos
• Diagnóstico: exame de sangue, urina, líquido sinovial e raio-x.
• Tratamento: analgésico e anti-inflamatório.
Exercícios:
- Função: manter o alongamento, melhora cardiovascular, melhora da força, densidade óssea e diminuição do impacto articular.
• O que fazer?
- Identificar a articulação afetada e condição dos músculos ao redor (exercícios devem ser sem dor).
- Alongamento passivo, ativo.
- Fortalecimento ativo: isometria em fases agudas
- isotônia: melhora a resistência a fadiga.
- Resistência cardiorrespiratória (baixa intensidade).
- exercícios aquáticos.
- corrida não é recomendada.
• OSTEOARTRITE OU ARTROSE
- É uma afecção progressiva e irreverssível
- perda da cartilagem articular
- redução do líquido sinovial – causa dores articulares e deformidades.
- mais freqüentemente associado à idade, obesidade e traumatismos.
• Sintomas: dor, rigidez e deformidade
• Diagnóstico: radiografia.
Exercícios
• Exercícios aquáticos
• alongamentos
DEFICIÊNCIA MOTORA 4 – AMPUTAÇÃO, NANISMO E DOENÇAS NEUROMUSCULARES PROGRESSIVAS
Amputações
Designa a perda de um membro inteiro ou de um segmento específico do membro.
As amputações podem ser:
Congênitas: dois tipos (focomelia, falta de uma estrutura anatômica)
Adquirida: necrose, trauma, tumor e infecção.
- Amputação parcial deixa coto, o que melhora o encaixe da prótese.
CLASSIFICAÇÃO
As amputações podem ser classificadas de acordo com o local e o nível de ausência do membro.
Classe A1 – Bilateral acima do joelho
Classe A2 – Unilateral Acima do joelho
Classe A3 – Bilateral abaixo do joelho
Classe A4 – unilateral abaixo do joelho
Classe A5 – Bilateral acima do cotovelo
Classe A6 – Unilateral acima do cotovelo
Classe A7 – Bilateral abaixo do cotovelo
Classe A8 – unilateral abaixo do cotovelo
Classe A9 – Amputação combinada de membros superiores e inferiores
Implicação para o Programa de Atividade Física
Cuidados especiais:
• Dor fantasma: percepção de sensações, geralmente dolorosas em partes do membro que foram afetadas.
• Desequilíbrio, especialmente em amputações unilaterais
• Próteses de vários tipos
• Próteses para crianças devem acompanhar o crescimento
• Problemas de auto-estima
• Alterações da função muscular
• Alteração da marcha – desvio na coluna vertebral.
OBS: De modo geral, o programa de educação física para amputados pode seguir as mesmas diretrizes de um programa para não-portadores de deficiências.
Desenvolvimento de Habilidades Motoras
• A Falta de membro inferior ou superior pode afetar o nível de habilidade motora.
• Desenvolvimento do equilíbrio estático e dinâmico é crucial para atividades como andar, correr e pular
• As atividades de velocidade e agilidade também devem ser enfatizadas.
NANISMO
• Condição na qual a pessoa possui baixa estatura em relação a idade cronológica – adulto atinge no máximo 132 cm.
• Existem + de 100 tipos de displasias esqueléticas – acondroplasia é a mais comum.
• Acondroplasia – cabeça de tamanho normal e os membros muito curtos em relação ao tronco.
• Causas: distúrbios genéticos, deficiência de hormônio do crescimento e da tireóide.
• Cuidados especiais:
- Possíveis lesões de menisco
- Sobrecarga na coluna cervical e lombar
- Desequilíbrio – desproporção.
- Possibilidade de má formação cardíaca.
Prática de Atividades Físicas
- Os anões devem ter as mesmas possibilidade de desenvolvimento que as outras pessoas.
- Alguns cuidados devem ser tomados para a prática de atividade física:
• Exercícios que causam desgaste indevido da articulação devem ser evitados.
• As atividades locomotoras como correr, saltar e pular pode estar afetada.
• Qualidade de movimento prejudicada devido aos membros mais curtos.
• A natação é uma excelente atividade para portadores de acondroplasia.
Doenças Neuromusculares Progressivas
- Distrofia Muscular
A distrofia muscular engloba um grupo de doenças hereditárias que se caracterizam por uma fraqueza progressiva e difusa de vários grupos musculares.
• As células musculares se degeneram e são substituídas por tecido adiposo.
• A fraqueza muscular predispõe o indivíduo a problemas respiratórios e cardíacos.
• Os sintomas podem surgir a qualquer momento entre o nascimento e a meia idade.
Principais Sintomas – Características Gerais
- Cansaço com facilidade
- Perda de coordenação motora fina
- Fraqueza muscular
- Alterações posturais geradas pela fraqueza
- Marcha arrastada
Tipos de Distrofia Muscular:
Miotônica: Se manifesta pela fraqueza muscular e afeta o sistema nervoso central, coração, olhos e glândulas endócrinas, geralmente ocorre entre 20 – 40 anos.
Facioescapuloumeral: Inicialmente afeta os músculos dos ombros e do rosto. Em geral a expectativa de vida é normal, já que esse tipo de distrofia pode cessar a qualquer momento.
Distrofia muscular das cinturas e dos membros: A degeneração pode começar pela cintura pélvica ou escapular, a degeneração é contínua, pode ocorre na fase final da infância
Distrofia Muscular de Duchenne – É a forma mais comum e grave na infância.
- Incidência maior entre meninos.
- Sintomas aparecem geralmente de 2 – 6 anos de idade.
- Acumulo excessivo de tecido adiposo entre as células musculares degeneradas.
- Os portadores de distrofia do tipo Duchenne não possui uma proteína a DISTROFINA.
- Se manifesta pela atrofia e fraqueza da coxa, quadril, costas, cintura escapular e músculos respiratórios
- A progressão da doença é constante e rápida, em geral leva a incapacidade de andar em aproximadamente 10 anos.
ESCLEROSE MÚLTIPLA
É uma doença do sistema nervoso.
É um distúrbio neurológico progressivo de evolução lenta que pode causar incapacidade total.
A EM se caracteriza por alterações na bainha de mielina, em vários pontos do sistema nervoso central.
- Causas desconhecidas, mas cientistas acreditam que pode ser causada por ataque viral ou por reações imunes.
Na Esclerose Múltipla, a bainha de mielina é destruída e substituída por tecido cicatricial.
Os sintomas dependem da área lesionada, mas os mais comuns são:
- Cansaço extremo e fraqueza
- intolerância ao calor
- tremores
- perda de coordenação
- prejuízo na marcha
- perda da fala
- paralisia total ou parcial.
O objetivo do tratamento deve ser o de manter a capacidade funcional por mais tempo possível.
- O tratamento deve procurar preservar a mobilidade, a força e a resistência (atividades físicas leves por períodos curtos)
- Evidências demonstram efeitos fisiológicos positivos para EM, reduzindo de forma significativa o cansaço.
- Atividade física apresenta benefícios psicológicos
Outras deficiências:
- Miastenia grave – redução da força muscular
- Artogripose – se caracteriza pela rigidez articular
- Doença de parkinson – redução da capacidade motora
DEFICIÊNCIA MENTAL E DOENÇA MENTAL
Ao longo da história muitos conceitos existiram e as pessoas com Deficiência Mental já foram chamadas pelos mais diversos nomes:
- Tonta, imbecil, idiota, débil mental, mongolóide, criança excepcional, retardada mental ou deficiente mental com nível leve, moderado, severo ou profundo (OMS, 1968).
- Atualmente existe uma tendência mundial de usar o termo: Deficiência intelectual, por referir-se ao funcionamento do intelecto especificamente.
"Distúrbios de Personalidade: Tratamento Psicológico"
"Doença Mental: Tratamento Psiquiátrico"
Doença Mental – são desordens psicológicas ou psiquiátricas que podem ser causadas por alterações biológicas.
Mais recentemente profissionais da área de psiquiatria e psicologia tem usado o termo transtorno mental.
Esses transtornos são marcados, muitas vezes, por alteração no comportamento.
Deficiência Mental
Segundo a OMS deficiência mental é quando o indivíduo apresenta funcionamento intelectual significativamente inferior à média em relação à maioria dos outros indivíduos.
Sempre vem acompanhada de limitações significativas no funcionamento adaptativo em várias áreas de habilidades.
Comunicação, auto-cuidados, vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento, auto-suficiência, trabalho, lazer e saúde e segurança.
A deficiência mental ocorre antes dos 18 anos, caracterizando assim um transtorno do desenvolvimento e não uma alteração mental como é o caso da demência.
Três critérios devem ser preenchidos para que seja detectado deficiência mental no indivíduo.
1) Função intelectual acentuadamente abaixo da média, pessoa que tem um escore inferior a 70-75 num teste de Q.I.
2) Limitação significativas em duas ou mais áreas adaptativas listadas.
"Alteração no comportamento adaptativo: dificuldades no cuidado pessoal, relacionamento, comunicação, lida doméstica.
O indivíduo é considerado independente quando ele deve ser capaz de realizar sozinho cuidados de higiene, saúde, trabalho, lazer, lida doméstica, alimentação, por exemplo.
3) Quando se manifesta antes dos 18 anos.
Incidência da Deficiência Mental na população.
Estima-se que de 3 % a 5 % da população total tem retardo mental. Podendo ser:
- Sem nenhuma disfunção orgânica conhecida ou com causas orgânicas conhecidas.
- No Brasil e Estados Unidos o maior número de deficientes está relacionado à Deficiência Mental.
DIVISÃO DO DESENVOLVIMENTO MENTAL
- Superdotado – Q.I acima de 145 - "Especial, mas não é doente. Posui dificuldades de relacionamento"
- Normal – Q.I entre 85 - 116
- Normal limítrofe Q.I entre 70 - 75 : "Muitas vezes por falta de oportunidade não desenvolvem o seu potencial. Não são facilmente identificados só de observá-los.
- Deficiente mental leve - " O que diferencia o leve dos demais é que ele possui o QI um pouco maior que os demais deficientes e pode ser incluído no mesmo ambiente que a maioria da população saudável".
- Deficiente mental moderado 3 – 5% da população. -
- Deficiente mental severo - "Treinável"
- Deficiente mental profundo - "Totalmente dependente, apresenta pouco desenvolvimento físico, motor, deficiência física associada. O tratamento em ambiente doméstico ou em instituições especializadas".
"PERGUNTA QUE PODE CAIR NA PROVA:
Fale sobre os diferentes níveis de Deficiência Mental.
Profundo: Indivíduo apresenta vários problemas sensoriais, físicos, motores, muitas vezes apresenta estado vegetativo, necessitando atendimento domiciliar.
Severo: Apresenta também distúrbios ortopédicos, sensoriais, porém aprende tarefas do dia-a-dia, por exemplo, tarefas relacionadas aos cuidados pessoais.
Atividades a realizar: Caminhada, marcha, atividdes sensório-motoras pode trabalhar também apanhar bola... que estimulem o lado psíco-motor.
Moderado: Indivíduo que apresenta considerável atraso de aprendizagem. Consegue se adaptar a programas de educação físicas, tarefas do dia-a-dia, entretanto, que não precisem de muitas regras, senão ele não consegue fazer. Também atividades físicas sistematizadas, como por exemplo: corrida, natação, pedalada, jogos de forma lúdica e integrativa.
Leve: Apresenta atraso de aprendizagem, porém consegue fazer as atividades do dia-a-dia, como cuidado pessoal, atividade física. A diferença dele para o moderado é que o moderado é considerado prendável. O leve é considerado educável.
Limítrofe: Tem dificuldades em atividades que demandam raciocínio lógico.
Quais as atividades que devem ser trabalhadas com indivíduos que possuem deficiencia mental?
A mesma coisa que para o deficiente visual. Atividades que priorizem as capacidades motoras. Exemplo: Tempo de reação; responder à um estímulo visual, sonoro, bater bola, rítmo; com música, sem música, batendo palmas no chão, com saltos, bater palmas, equilíbrios, agilidade, controle de forças com materiais de diferentes pesos, pular corda, noção corporal através da dança, noção de espaço temporal; jogos, atividades com bexiga.
Verdadeiro ou Falso. Devemos priorizar as capacidades físicas?
Falso. Física também. Mas sim motoras.
CAUSAS DE DEFICIÊNCIA MENTAL.
Existem mais de 500 distúrbios que podem levar ao quadro de deficiência mental.
Esses distúrbios podem ocorrer na fase pré-natal, Peri natal ou pós natal.
Causa conhecida e mais prevalente:
- Síndrome alcoólica Fetal.
- Falta de pré – natal
• Falta de nutrição adequada.
• Doenças na gravidez (hipertensão, diabetes, toxoplasmose, sífilis, rubéola, infecção)
• Mãe drogada.
• Tentativa de aborto
• prematuridade
• Fenilcetonúria
• Distúrbios genéticos (Distúrbio relacionado ao cromossomo X e Síndrome de Down)
Classificação da Deficiência Mental de Acordo com o Comportamento Adaptativo
a) Profundo (QI ≤ 19).
Indivíduo freqüentemente apresenta problemas físicos e sensoriais associados à deficiência mental. Esses indivíduos apresentam dependência completa e limitações acentuadas de aprendizagem, a intervenção junto ao indivíduo deve ser realizada no contexto domiciliar, com poucas exceções estado vegetativo.
b) Severo (QI = 20 – 35).
Indivíduo em geral apresenta distúrbios ortopédicos e sensoriais, bem como acentuado prejuízo na comunicação e mobilidade. Aprende minimamente tarefas relacionadas aos cuidados pessoais, desde que devidamente supervisionado em domicílio.
c) Moderado (QI = 36-51).
Indivíduo com considerável atraso na aprendizagem, em grande parte das vezes apresenta problemas motores visíveis. Por outro lado tem certa facilidade para ajustar-se socialmente aos programas sistematizados e à formação de hábitos higiênicos, treinável para tarefas de rotina e cuidados pessoais.
d) Leve (QI = 52 – 69).
Indivíduo apresenta aprendizagem lenta, mas que tem plenas capacidades para o desempenho de tarefas escolares e da vida cotidiana. Educável, diferenças percebidas geralmente após os seis anos.
e) Limítrofe (QI = 68 – 84).
Indivíduo é considerado portador de um desvio de inteligência, em razão de alguma dificuldade de exercer tarefas que exijam raciocínio lógico e grande demanda cognitiva. Apresenta aprendizagem lenta.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
Aspectos Cognitivos da Deficiência Mental e implicações para Educação Física.
As pessoas com DM percorreriam etapas semelhantes às percorridas pelos indivíduos normais com relação a parte cognitiva, mas de maneira mais lenta.
Tomando como exemplo a seqüência de desenvolvimento cognitivo proposta por Piaget (1982), é possível destacar as seguintes etapas:
a) Fase sensório motora (0 a 2 anos).
Nesta fase pode-se dizer que ainda não existe uma cognição real, por meio de contato com o ambiente a criança passa a organizar suas sensações, a interação com o meio ambiente ocorre principalmente por meio dos reflexos.
b) Fase pré-operacional (2 a 6 anos).
Esta fase é caracterizada pelo início da linguagem, da função simbólica e da representação. No raciocínio da criança ainda não há lógica e prevalece um raciocínio intuitivo. Trata-se de um período identificado por um monólogo nas brincadeiras.
c) Fase das operações concretas (6 a 12 anos).
Neste fase passa a existir um pensamento mais lógico e a razão passa a nortear as atitudes da criança. Na resolução de problemas ela admite apenas uma única solução.
d) Fase das operações Formais (12 anos em diante).
Nesta fase o indivíduo já é capaz de realizar operações mentais lógicas, de apresentar idéias e hipóteses. Diante de um problema o indivíduo é capaz de apresentar várias soluções.
No domínio cognitivo, geralmente também são encontradas três características das pessoas com DM:
a) Problemas de atenção e apatia para aprender
b) Problemas de linguagem e de comunicação
c) Problemas generalizado de compreensão de conceitos.
Aspectos Socio-afetivos da DM e Implicações para Educação Física.
O contexto da vida de pessoas com DM é acompanhado de situações que criam o surgimento de comportamento socialmente inadequado ou que ofereçam restrições ao aprendizado.
Tais comportamentos denotam rejeição e podem dificultar o processo de intervenção. Dentre eles é possível destacar:
a) Ataque – agressão física ou verbal
b) Fuga – abandono do indivíduo ou do problema. Superproteção
c) Mecanismo de compensação – atenuantes para enfrentar o problema, ex: “é deficiente, mas é como se fosse normal”, “é deficiente, mas poderia ser pior”.
Com relação aos alunos com DM é possível perceber a tendência ao isolamento ou a falta de envolvimento, devido:
A) Motivo de afiliação
B) Motivo de poder
C) Motivo de agressão
D) Motivo de assistência
E) Motivo de realização – Expectativa do sucesso, medo do fracasso.
Recursos utilizados para aumentar a autoconfiança
- Realização de tarefas com sucesso
- Persuasão verbal
- Persuasão social
- Estabelecimento de metas
Síndrome de Down
É a mais reconhecida condição genética associada ao retardo mental.
- 1/700 crianças nascem com síndrome de down.
- A causa mais comum de síndrome de down é a trissomia do cromossomo 21. Isso faz com que a pessoa possua 47 cromossomos ao invés de 46 que é o número normal.
- A idade avançada da mãe parece ser o fator mais influente.
- A chance de nascer um bebê com síndrome de down é de 1 em 1000 vezes se a mãe tiver em torno de 30 anos. Com mais de 35 anos (1 em 290). Aos 40 anos, o risco aumenta para 1 em 150 e aos 45 anos o risco é de 1 em 20 nascimentos
Exemplo de pergunta que poderá cair na prova:
Cite algumas características físicas (principalmente), de saúde, motora do ponto de vista geral do indivíduo com Sindrome de Down(mínimo 5).
Características Físicas
• Baixa estatura
• Boca pequena e lábios finos
• Cabeça pequena (microcefalia), rosto e parte posterior da cabeça achatada.
• Dobras palmares transversas
• Cabelo fino e esparso
• Mão e pés achatados
• Nariz pequeno e achatado
• Dentes mal implantados
• Pernas e braços curtos em relação ao tronco
• Pescoço curto e orelhas com implantação baixa.
• Olhos para fora com pregas cutâneas exageradas
• Obesidade.
Características Físicas
• Hipermobilidade das articulações
• hipotonia muscular
• Abdômen distendido e hipotônico
• Lordose e cifose
• instabilidade atlantoaxial.
Características de Saúde
• Obesidade
• Problema congênito no coração (40-60% dos casos)
• Infecções respiratórias (número reduzidos de alvéolos)
• Problemas na tireóide (hipotireoidismo)
• Problemas auditivos
• Problemas na visão (catarata, estrabismo, miopia).
• Indivíduos do sexo masculino são estéreis.
Características de Saúde
"São 4 as mais importantes: obesidade, problemas respiratorios, cardíacos e problemas sensoriais"
• Mulheres tem chance de engravidar.
• Envelhecimento precoce
• Doença de Alzheimer
Características Motoras
• Falta de equilíbrio e problemas na marcha devido a imaturidade do cerebelo
• Atraso do desenvolvimento motor
• Limitações na organização espacial.
• Hipotonia muscular - dificuldade do controle postural. (pouco tônus muscular)
Características Cognitivas – Deficiência Mental, QI em torno de 50.
Características Afetivas – Na infância comportamento solidário, amigável, cooperativo, responsável. Na adolescência tornam-se muito teimosos.
"Frouxidão ligamentar (muito espaço entre as vértebras), fraqueza muscular, também são características físicas"
PRINCIPAIS CUIDADOS COM RELAÇÃO À ATIVIDADE FÍSICA
• Ficar atento à existência de dificuldades visuais e auditivas e suas implicações para a prática de atividade física.
"cuidado com o cansaço físico, devido aos problemas cardíacos e respiratórios, impacto, queda, por causa da hipermobilidade das articulações"
• Ter cuidados em atividades que envolvam o equilíbrio em plataformas ou traves
• Cuidado com a instabilidade atlantoaxial, atividades que possam provocar impactos sobre a região cervical, como cabeçadas e rolamentos.
• Cuidados com atividades com muito impacto ou que envolvam paradas e giros abruptos.
• Estar atento ao quadro de cianose das extremidades, falta de ar e cansaço excessivo.
• É fundamental trabalhar com o respaldo de um laudo médico que confirma a ausência de risco para a prática de atividade física.
Outros traços comuns relacionados aos indivíduos com DM.
- Sexualidade – quadros de inadequação social
- Agressividade – indisciplina.
Para combater a indisciplina o professor deve tomar uma série de condutas.
Características Motoras das Pessoas com DM.
Os problemas motores dos indivíduos com DM estão associados a fatores de ordem maturacional (estrutural) e a carência de experiências motoras.
Os indivíduos com DM podem apresentar:
• Lentidão em suas respostas
• Escolhas de estratégia motora inadequada
• Atraso nas fases de desenvolvimento motor
• Dificuldade em organizar respostas motoras
• Atraso na aquisição de habilidades motoras fundamentais
Embora apresentem problemas em uma série de capacidades e habilidades, as pessoas com Deficiência Mental podem alcançar etapas relativamente avançadas do processo de desenvolvimento motor.
A interação entre maturação e experiência seria fundamental para o desenvolvimento motor.
Implicações para o Programa de Atividades
Os indivíduos com DM apresentam problemas associados ao SNC, desse modo espera-se que suas dificuldades tenham a ver com suas capacidades motoras.
- Tempo de reação (responder a um estímulo)
- Timing (tentar apanhar um objeto, quicar uma bola)
- Ritmo (bater bola acompanhando batidas de palmas)
- Equilíbrio
- Agilidade (pular corda, correr, sentar, levantar)
- Controle da força. (trabalho com objetos pesados e leves)
- Noção corporal – dança, lutas
- Noção espaço-temporal (jogos, atividades com bexigas)
Desenvolvimento de Aspectos Psicomotores
• Posicionamento (forma)
• Distância.
• Timing (Tempo)
• Energia (força)
• Noção do corpo e lateralidade
• Noções espaciais
• Noções espaço-temporais
• Tônus e relaxamento.
• Desenvolver o DM em idade precoce, principalmente os aspectos cognitivos
• Quanto mais tarde iniciar o trabalho, mais difícil será seu desenvolvimento.
• A ênfase do trabalho deve ser as capacidades motoras (ritmo, tempo de reação, equilíbrio, agilidade).
Trabalho na Educação Física
a) DM leve: domina habilidades motoras básicas, podendo chegar as especializadas
b) DM moderado: aproveita programas de exercícios sistematizados
c) DM severo: consegue desempenhar atividades simples.
d) DM profundo: Incapaz
Trabalho na Educação Física
a) DM leve: atividades psicomotoras, modalidades esportivas (basquete, futebol, atletismo), dança, lutas (capoeira, Judô), etc.
b) DM moderado: atividades psicomotoras, fundamentos desportivos sem muita regra.
c) DM severo: atividades psicomotoras
d) DM Profundo: apenas a marcha sem material.
OBSERVAÇÕES
- Trabalhar as capacidades físicas, porém com um tempo menor
- Um certo espaço deve ser proporcionado para as atividades funcionais ou tarefas do dia-a-dia (transporte de objetos).
Considerações no Programa de Atividade Motora
- Definir objetivos do trabalho
- Participação de todos os alunos
- Respeito as limitações
- Enfatizar o potencial motor
- Desenvolver autonomia no aluno
Programas para Deficientes Mentais
No instituto:
1) Procurar prontuário do aluno que contém todas informações
2) Estudo de caso
3) Avaliação de cada setor. Educação física (motora).
Programas para Deficientes Mentais
Na Escola ou Academia
1) Contato com a família (entrevista com a mãe).
2) Avaliação física e motora
3) Avaliação ortopédica.
4) Diagnóstico e atestado médico
5) Diagnóstico psicológico.
6) Análise da área, equipamentos e condições.
Qualidades Necessárias ao professor:
1) Capacidade de observação
2) Motivação
3) Persistência
4) Segurança
Distúrbios Comportamentais
São alterações emocionais que causam desordens de conduta e de comportamento.
De modo geral pode ser caracterizado por:
- hiperatividade, impulsividade, compulsão, distração, agressividade.
- Alguns podem mentir, incendiar, roubar, abusar do álcool e das drogas, apresentar comportamento que se volta diretamente contra a sociedade.
- Dentre os principais distúrbios podemos citar:
- Autismo
- distúrbios de personalidade (autodestruição, agressividade, comportamento socialmente inaceitável)
- Esquizofrenia – psicose, alucinações, perda da compreensão da realidade.
Causas:
- Fatores biológicos: anomalias genéticas, dano ou disfunção cerebral, deficiência nutricional, utilização de drogas e álcool durante a gestação.
- Fatores familiares: relações familiares patológicas (divórcio, ausência de pai ou mãe)
- Fatores emocionais: violência infantil, abandono.
- Fatores culturais e sociais: classe social, etnia, preconceito, privação econômica.
AUTISMO
É uma deficiência do desenvolvimento que afeta de forma significativa a comunicação verbal e não – verbal.
Geralmente ocorre antes dos 3 anos de vida e prejudica o desempenho educacional.
75% dos casos estão associados à deficiência mental.
As principais características para diagnóstico:
- Comprometimento das habilidades de sociabilização.
- Comprometimento da comunicação.
- Auto-estimulação e auto-lesão.
- Comportamento compulsivo e ritualísticos.
Principais Causas:
- Fenilcetonúria, infecções virais, rubéola.
DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Caracterização:
- Caracteriza-se como deficiência auditiva a perda da capacidade total ou parcial de ouvir.
- Interfere tanto na recepção quanto na produção da linguagem.
A magnitude da perda auditiva é medida em decibéis (dB). A capacidade de detectar sons está na faixa de 0-25 decibéis.
A conversa normal ocorre na faixa de 40-50 decibéis.
Graus de Perda Auditiva em Decibéis.
27-40 db – ligeira – dificuldade para captar a fala baixa.
41-55 db – leve – dificuldade para escutar a fala normal (uso de aparelho).
56-70 db – Moderada – dificuldade para escutar a fala alta.
71-90 db – Severa – dificuldade para escutar a fala gritada
+ 90 db – profunda – qualquer fala mesmo com o uso de amplificador.
O ouvido e suas estruturas:
Ouvido externo: pavilhão auricular, meato acústico externo e o tímpano
Ouvido médio: três ossos – martelo, bigorna e estribo – tem a função de amplificar o som.
Ouvido interno: cóclea, nervo auditivo e aparelho vestibular
Funções da audição para o ser humano
1) Possibilidade de receber e interpretar sons externos (comunicação).
2) Aumento do campo de abrangência – visão 180º. – audição 360º.
3) Avaliação de distâncias , localização no espaço e orientação de direção.
4) Equilíbrio.
Classificação:
Basicamente são classificadas como:
Condutiva: é aquela que se reduz a intensidade do som alcançado pelo ouvido interno, esse tipo de surdez localiza-se no ouvido externo ou médio.
Sensório-neural: é causada por problemas no ouvido interno ou no nervo auditivo. As implicações são mais graves.
"Com relação à atividade física, a perda por motivo sensório-neural (nervo auditivo ou ouvido interno), entre os dois motivos de perda, a que mais prejudica uma atividade é pior para o desenvolvimento motor".
Principais Causas:
Fatores pré-natais, peri-natais e pós-natais.
Momento da Perda:
Pré-lingual – quando nasce, perde ou diminui a audição antes da fala.
Pós-lingual – perde ou diminui a audição depois da fala.
As implicações motoras e o equilíbrio.
O ouvido tem papel importante na aquisição e manutenção do equilíbrio.
O cérebro combina a imagem visual com a sensação emitida pelo ouvido
Motricidade
- O deficiente auditivo pode apresentar atraso do desenvolvimento motor.
- Os problemas motores dos D.A. podem ser agravados caso ocorra isolamento da criança.
Implicações para o programa de atividade física.
PERGUNTA QUE PODERÁ CAIR NA PROVA:
"Quais as atividades devem ser trabalhadas com indivíduos com deficiência auditiva?
As grandes prioridades do professor de educação física devem ser as maiores defasagens do aluno:
- Equilíbrio (estático e dinâmico) - Coordenação motora geral.
- Noção espaço-temporal. – O ritmo (através da batida da música o indivíduo consegue ter noção de espaço)- A propiocepção (sentir materiais diferentes...) – A ansiedade e isolamento social.
Principais Cuidados:
- Atividades em alturas elevadas.
- Atividades em traves de equilíbrio e trampolim acrobático.
- Atividades em piscina.
Comunicação com o DA.
- Potencializar a comunicação de várias formas (leitura labial, linguagem dos sinais).
- Informações visuais e sinestésicas.
- Em último caso escrever a informação.
Desenvolver as habilidades físicas, motoras e sensoriais de indivíduos com DA irá ajudá-los na adequação social e autoconfiança. De forma que ele possa interagir com o meio de forma mais segura e independente.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
O esforço em alguns casos valeu a pena...
O título desta postagem poderia ser "Tempo", mas não é a respeito dela que quero falar.
Nestes últimos dias me dediquei bastante para tentar reter mais informações de algumas matérias. Dormi cerca de três horas, tive problemas no trabalho e consegui obter resultados razoáveis. Já sei que tirei 10 em psicologia. Isso me alegra muito pois uma das minhas opções de curso superior seria psicologia. Voleibol, na prova teórica tive 80% de aproveitamento. Numa prova que valia 5 eu tirei 4. Só no trabalho prático, que seria apresentação de uma aula sobre toque, manchete e saque por baixo não fomos muito bem. Alguns colegas do grupo e a própria professora disseram que começamos bem, no decorrer do trabalho fomos perdendo o controle da aula e nos desorganizando. Bem, o que me consola é que posso fazer o seguinte cálculo: 4 da prova + 1 de participação + 1 de relatório sobre aula de outros colegas + uns 1 ou 2 do nosso trabalho = 7 ou 8. Se for 7 pelo menos não me prejudicarei logo no início do semestre.
Agora aguardo as notas de anatomia. Lembro que tirei 6 na prova prática (nem quero lembrar disso). Já na teórica estou aguardando a nota.
Ah! Faltou estatística. Essa foi a pior. Tudo o que eu consegui fazer na prova foi o que eu consegui aprender na madrugada que antecedia a prova. Acho que se tirei 3 ou 4 foi muito...
Bem, prá relaxar um pouco, vou passar o feriado com uns amigos numa chácara. Vamos ficar 3 dias por lá. Estou pensando em estimular umas atividades recreativas para não ficarmos à toa. Peguei até um livro na biblioteca para isso.
É isso aí.
domingo, 25 de março de 2007
Aulas Ed. Física Adaptada
Educação Física Especial
- SEGREGA
- INTEGRA
Educação Física Adaptada
- INCLUI => INCLUSÃO
- Psicomotor
- Afetivo social
- Cognitivo
Integração: Uma área restrita para tal grupo ou tal pessoa
Inclusão: Você pode participar das mesmas atividades que os outros participam, andar no mesmo ônibus, sentar numa arquibancada. Tudo isso com acesso adaptado a deficiente físico.
Segregação: Afastamento da sociedade
“Nos dias de hoje temos uma educação física integrada”. LIMA, Prof. Fernando.
Lesão Medular: A medula sai do nosso sistema nervoso central. Ela passa por dentro do bulbo neural.
O Sistema Nervoso Central não consegue fazer tudo sozinho.
POLIOMIELITE
Patologia de origem viral mais conhecida como paralisia infantil.
É uma infecção que afeta as células da medula.
A poliomielite as vezes afeta um membro, causando uma lesão motora. A pessoa pode ficar com atrofia muscular.
Reabilitação: de 60 a 90 dias – fase hospitalar. Isso quando a pessoa sofre algum tipo de acidente.
Depois vai para casa para fazer fisioterapia.
Após a reabilitação, deve-se fazer avaliação inicial com professores de educação física para saber onde foi a lesão. É necessário solicitar laudo médico.
Escaras: Devido ao fato de a pessoa ficar muito tempo deitada ou sentada, a pele acaba necrosando (perdendo a circulação sangüínea). Ocasionando feridas causadas pelo tempo em que a pela ficou em contato com determinada superfície.
2 – Avaliar Flexibilidade;
3 – Avaliar força do aluno para verificar se ele consegue segurar algum objeto, ou se consegue impulsionar a cadeira de rodas, por exemplo;
4 – Avaliar percentual de gordura – Alta porcentagem de tecido adiposo, podendo prejudicar a capacidade cárdio-respiratória;
* O professor deve orientar pais ou responsáveis a respeito de haver necessidade de um horário para ir ao banheiro antes da atividade física;
* Controle da Termoregulação – Muitas vezes a atividade é praticada em ambientes fechados, por isso, deve o aluno utilizar pouca roupa, caso esteja calor. Em dia frio agasalhar bem com roupas flexíveis.
Paraparesia – Lesão incompleta; existe a possibilidade de a pessoa voltar a andar normalmente.
Lesão medular dificulta o venoso (volta do sangue para o coração);
Débito Cardíaco (DC) é igual à Freqüência Cardíaca (FC) X Volume Sistólico (VS):
DC=FC X VS
FC: Número de vezes que o coração bate por minuto. 70 bpm em repouso.
DC: Quantidade de sangue que sai do coração por minuto (saem 5L de sangue de um coração em repouso.
VS: Quantidade de sangue que sai do coração a cada batimento (70ml).
70bpm X 70ml = 4900ml => 4,9l por minuto.
“Lesão medular – Freqüência cardíaca menor. Quando volume sistêmico é menor, a pessoa vai ter também Débito Cardíaco menor”.
“A pessoa pode sentir tontura, fraqueza, mal estar – a pressão cai, a resistência vascular periférica cai”.
O que deve ser conter num programa de atividade física/Benefícios da atividade física:
1) Aspecto motor: Atividade física deve proporcionar segurança e independência para o aluno;
2) Aspecto social: A importância no papel da família dele e na sociedade;
3) Aspecto psicológico: melhora da auto-imagem e da auto-estima.
Tipos de exercícios recomendados:
A) Principais exercícios de flexibilidade dos membros afetados;
B) Força de membros superiores e tronco;
C) Exercícios cárdio-respiratórios;
D) Ergômetro para o braço
E) Atividades aquáticas (super importante: temperatura deve estar próxima de 30º).
Atividades em Cadeira de Rodas (em quadra): A esportiva não tem freio e a roda é para fora (adaptada);
O que pode ser feito:
1) Deslocamento em cadeira de roda para frente, para traz e para o lado;
2) Giro de 180º e 360º;
3) Transferência da cadeira de rodas – sair da cadeira de rodas e sentar na arquibancada/banco, por exemplo;
4) Técnica de equilíbrio: empinar a cadeira de rodas para trás
5) Técnica com bola: jogos e brincadeiras – voleibol, basquete;
6) A cada meia hora fazer exercício de braço para perder o contato com a cadeira.
Paralisia Cerebral: Um distúrbio permanente, não progressivo, resultante de danos em áreas cerebrais responsáveis pelo controle motor. Joelhos em X.
Causas: Pré-natais (86% contato com rubéola, diabetes – incompatibilidade de RH, +ou -, então os anticorpos atacam o feto) perinatais (durante o nascimento – falta de oxigênio) ou pós-natais (14% meningite, veneno, febre alta).
Ataxy: Falta de oxigênio na criança durante o nascimento.
Classificação:
1) Fisiológico e neuro-motor
- Espástica – Contração dos músculos; fica o tempo todo contraído apresentando rigidez. O indivíduo não tem equilíbrio, tônus muscular adequado. O Débito Cardíaco (DC) é menor, podendo ter tontura, fraqueza, desmaio (menos oxigênio).
05/03
Paralisia Cerebral Tipo Espástica: Ocorre principalmente na cabeça.
Principais regiões responsáveis pelo sistema motor (principais): Córtex, Gânglio da Base.
Lesões no Córtex Motor: A pessoa não tem controle dos movimentos. O Córtex controla nossos movimentos involuntários chamados de espásticos. Consegue falar.
Gânglio da Base: Equilíbrio, manutenção da postura. Esse quadro é o que chamamos de Atetose.
2) Atesose: Variação no tônus muscular; muito forte ou muito fraco. Deficiência na fala.
3) Ataxia: Afeta o cerebelo, responsável pela nossa coordenação motora dificultando, por exemplo, o cálculo de passada – não consegue calcular a distância.
Lesão cerebral é irreversível.
Topográfica (Seguimento do corpo afetado)
monoplegia ou monoparesia; aquele que apresenta 1 perna ou 1 braço afetado, por exemplo.
Hemiplegia (hemiparesia): Um lado do corpo totalmente afetado (exemplo: AVC/derrame) => * Vide pesquisa sobre AVC
Função do Fisioterapeuta: Reabilitar, tratar.
Educador Físico: Trabalhar o potencial que restou, o psicológico, a integração social.
Paraplegia (paraparesia): Afeta os MMII (lesão cerebral)
Quadriplegia (quadriparesia): Afeta todos os membros (lesão medular)
Plegia: Perda total do movimento
Dupla Hemiplegia (dupla hemiparesia): 4 membros afetados e 1 lado mais comprometido que o outro.
12/03/2007
Paralisia Cerebral (Vide links de pesquisa)
Prognóstico – Células do SNC perdidas não se regeneram. As do SNP sim.
- Não há remédios / cirurgias para recuperação. Somente se pode controlar os sintomas. Ex.: Convulsão.
- Crianças com parte cognitiva preservada colaboram mais com os exercícios.
Objetivo das Terapias: Visam o desenvolvimento das habilidades motoras.
Aptidão Física e Desempenho: Limitada pelos espasmos musculares. Redução da FC (Freqüência Cardíaca)
Crianças cujas mães tiveram contato durante a gravidez com Fenilalanina correm risco de saúde – Exame do pezinho
* Cuidado com adoçantes (aspartame), bebidas dietéticas, por exemplo a “H2O” que também possuem esta substância.
(através de uma pesquisa realizada em 25/03/2007, http://209.85.165.104/search?q=cache:jAxJPXCxw2sJ:www.medico.org.br/especialidade/neonatologia/fen_20030422.doc+riscos+fenilalanina&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=4&gl=br pude constatar que os riscos que a ciência encontrou foi para pessoas com hipersensibilidade à Fenilalanina – fenilcetonúria - que não conseguem metabolizá-la; riscos seríssimos)
Ênfase das Atividades:
- Refinamento das atividades motoras
- Habilidades motoras funcionais (andar, correr, arremessar)
- Trabalhar com boas grandes, equitação, futebol
- Jogos para estímulo sensório-motor
- Flexibilidade
AVC: Lesão de área cerebral causada pela interrupção do fluxo sanüíneo, podendo atingir qualquer área do cérebro.
Causas: Trombo, arteriosclerose, tumor
Hemorrágica (rompimento de vaso) : Hipertensão, aneurisma
A Pressão alta causa lesão na parede da artéria, que para se recuperar cria “casquinha”. Mas junto com esta casquinha, acumula-se gordura, que com o tempo vai crescendo, podendo entupir a artéria ou se desgrudar e ir até um vaso menor e entupí-lo.
Hipertensão; 80% de causa Idiopática – Desconhecida ou causada por diversos fatores.
===èVista embaçada, dor num lado do corpo, tontura, desmaio podem ser sintomas de AVC ou parada cárdio-respiratória. É necessário socorro imediato.
Há quem use vasodilatador para quem está apresentando estes sintomas.
Os sintomas são semelhantes à Paralisia Cerebral (Hemiplegia), por exemplo, paralisia de um dos lados do corpo.
Prognóstico e Tratamento: O mais rápido possível, com fisioterapia e acompanhamento
Médico.
Cinesioterapia: Através do movimento; natação, hidroterapia, deslocamento
O professor mostrou um filme sobre paralisia atetose; Gânglio da base – Não controla o peso da cabeça e os movimentos, mas a mãe não aceitou segregá-lo. Hoje em dia faz doutorado e editou o documentário que assistimos chamado Gimp.
Informação pesquisada na internet em 26/02/2007: Sobre deficiência física, o decreto 5.296 de 02.12.2004 diz o seguinte;
Alterações No Enquadramento Das Deficiências Deficiência Física – Como era Artigo 4º: é considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias: I – Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho das funções; Deficiência Física – Como ficou O artigo 70 do decreto altera a redação anterior I – Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;ALTERAÇÕES NA PRÁTICA Inclui ostomia e nanismo.Deficiência Auditiva – Como era Artigo 4º: é considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:II – Perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando de graus e níveis na forma seguinte:a) de 25 a 40 decibéis (db) – surdez leve b) de 41 a 55 db – surdez moderada c) de 56 a 70 db – surdez acentuada d) de 71 a 90 db – surdez severa e) acima de 91 db – surdez profunda f) anacusiaDeficiência Auditiva – Como ficou O artigo 70 do decreto altera a redação anterior II – Perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz. ALTERAÇÕES NA PRÁTICA A perda auditiva precisa ser bilateral , a partir de 41 decibéis.Deficiência Visual – Como era Artigo 4º: é considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:III – Acuidade visual igual ou menor que 20/200 no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20 ° (tabela de Snellen), ou a ocorrência simultânea de ambas as situações. Deficiência Visual – Como ficou O artigo 70 do decreto altera a redação anteriorIII – Cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60 ° ; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores;ALTERAÇÕES NA PRÁTICA Define com maior precisão a cegueira e a baixa visão Deficiência Mental – Como era Artigo 4º: é considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:IV – Funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos 18 anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: 1. comunicação 2. cuidado pessoal 3. habilidades sociais 4. utilização da comunidade 5. saúde e segurança 6. habilidades acadêmicas 7. lazer 8. trabalho Deficiência Mental – Como ficou O artigo 70 do decreto altera a redação anterior IV – Funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: 1. comunicação 2. cuidado pessoal 3. habilidades sociais 4. utilização dos recursos da comunidade 5. saúde e segurança 6. habilidades acadêmicas 7. lazer 8. trabalhoALTERAÇÕES NA PRÁTICA No item 4, inserir a palavra recursos (da comunidade).Deficiência Múltipla – Como era Artigo 4º: é considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:V – Associação de duas ou mais deficiências. Deficiência Múltipla – Como ficou O artigo 70 do decreto altera a redação anterior V – Associação de duas ou mais deficiências.ALTERAÇÕES NA PRÁTICA Não houve alteraçãoGlossário Paraplegia – Paralisia dos membros inferiores ou superiores. Monoplegia – Paralisia de um só membro ou grupo muscular. Triplegia – Paralisia de 3 membros. Tetraplegia – Paralisia dos 4 membros. Hemiplegia – Paralisia de um dos lados do corpo. Paraparesia – Paralisia incompleta de nervo ou músculo dos membros inferiores ou superiores que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento. Monoparesia – Paralisia incompleta de nervo ou músculo de um só membro que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento. Triparesia - Paralisia incompleta de nervo ou músculo de 3 membros que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento. Tetraparesia - Paralisia incompleta de nervo ou músculo dos membros inferiores e superiores que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento. Hemiparesia – Paralisia incompleta de nervo ou músculo de um dos lados do corpo que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento. Ostomia – Abertura artificial de um órgão ou segmento corporal. Nanismo – Conjunto de caracteres que os anões apresentam
Fonte: http://www.nppd.ms.gov.br/noticia.asp?not_id=116
Data: 11/03/2007
Hora: 22h48
Pesquisa sobre AVC pesquisada na internet em 25/03/2007:
AVC - Acidente Vascular Cerebral
1 - INTRODUÇÃO:
Conhecido popularmente como "derrame cerebral", o Acidente Vascular Cerebral (designado pela sigla AVC pelos médicos) é a terceira causa de morte em vários países do mundo e a principal causa de incapacitação física e mental.
O termo "derrame" pode ser confundido com outras doenças. Segundo o dicionário de português Aurélio, significa acúmulo de líquidos em cavidades naturais. Assim, temos o derrame pleural, pericárdico ou articular. Ora, não existe cavidade natural no cérebro; então, neste caso, não deveríamos utilizar esta expressão.
Figura 1: Crânio aberto, mostrando o osso, a dura-máter e a aracnóide.Fonte. Netter FH. coleção Ciba de Ilustrações Médicas,arcelona, Salvat, 1987B
O objetivo deste manual é informar aos pacientes e seus familiares sobre esta terrível doença, quanto ao modo como ocorre, "fatores de risco" (são aqueles que facilitam ou que estariam relacionados com a sua ocorrência), quando desconfiar, exames complementares, o tratamento e a reabilitação (fisiatria e fisioterapia). Antes, porém, é preciso entender um pouco sobre a estrutura cerebral e seu funcionamento.
Não vamos, também, expor todos os detalhes, para que a leitura não se torne complexa e cansativa; além disso, seria quase impossível Na maioria das vezes, utilizaremos termos mais simples, não técnicos. justamente para facilitar a compreensão do leigo.
Esperamos que o leitor fique apto a debater com o médico várias questões, bem como esclarecer dúvidas, com o objetivo de otimizar ao máximo o tratamento e a recuperação do paciente.
2 - COMO É O CÉREBRO E SEU FUNCIONAMENTO?
O cérebro é envolto por umas peles" bem finas, que lhe dão proteção chamadas meninges. A mais extensa é a dura-mater, depois vem a aracnóide e a pia-mater. Todas estão dentro de uma caixa óssea" que é o crânio (Figura 1).Para compreendermos melhor, vamos "dividir" o cérebro ao meio, na direção do nariz para a nuca, e teremos a metade direita e esquerda. Cada metade, por sua vez, apresenta regiões com determinadas funções conhecidas (figuras 2 e 3). Assim, existem aquelas responsáveis pelos movimentos de partes do nosso corpo (motricidade),
Figura 2: Cérebro visto de cima; note que apresenta naturalmente duas metades (direita e esquerda). Fonte: Coleção Ciba de Ilustrações Médicas, Barcelona, Salvat, 1987
pelas sensações, pela coordenação dos movimentos, pela expressão verbal (fala) e compreensão da mesma.
Em geral, as funções motoras e sensitivas são "cruzadas" , ou seja, a metade direita do cérebro comanda a metade esquerda do corpo e vice-versa. Em outra palavras, se houver uma lesão na metade direita do cérebro, na área correspondente ao movimento da mão, por exemplo, teremos uma diminuição da força da mão esquerda. Existem regiões que apresentam muitas funções diferentes, como o "tronco cerebral". Nele, por exemplo, está o centro que comanda a nossa respiração, além de passar todos os comandos que vêm do cérebro.
Nosso cérebro, como todo o resto do organismo, necessita de oxigênio e "alimento" para trabalhar normalmente. Estas substâncias chegam a ele através do sangue, que circula dentro dos vasos sangüíneos (artérias e veias)1.
1Artérias são os vasos que levam sangue do coração para todo o organismo, enquanto que as veias fazem o contrário.
Figura 3a: Corte de uma metade do cérebro, mostrando algumas áreas e suas respectivas representações corporais. Note que a face e a mão possuem grande território em relação ao restante do corpo. Mais abaixo os nervos" caminham em direção ao tronco cerebral e, dai, para as respectivas partes do corpo.Fonte: Netter FH: coleção Ciba de Ilustrações Médicas, Barcelona, Salvat,1987
Figura 3b: Diagrama da metade esquerda do cérebro, com a área de movimento (vermelho) e as áreas sensitivas (azul).Fonte: Cunningham: Manual de Anatomia Prática ,São Paulo. Atheneu. 1976
As principais artérias que unem o coração ao cérebro são (figura 4):
Carótidas: Uma de cada lado do pescoço, enviando o sangue para a respectiva "metade" do cérebro, mas na parte da frente.
Cerebrais médias: Uma de cada lado, dentro do cérebro(nascem das carótidas).
Vertebrais: Uma de cada lado do pescoço (por "dentro" dos ossos da coluna vertebral. Enviando sangue para a parte de trás do cérebro.
Estas artérias, por sua vez, apresentam suas respectivas ramificações. Para que o sangue fornecido ao cérebro seja adequado é preciso:
Um bom funcionamento do coração, dos rins, dos pulmões etc;
que a pressão seja adequada;
Figura 4: Principais artérias responsáveis pelo fornecimento de sangue ao cérebro. Qbserva-se a área de trombose.Fonte: Netter FH: Coleção Ciba de Ilustrações Médicas. Barcelona, Salvat. 1987.
livre passagem do sangue através dos vasos;
que os constituintes do sangue esteja adequados (glóbulos vermelhos, glicose, oxigênio, colesterol etc.).
Assim, quaisquer alterações para mais ou para menos podem afetar a circulação cerebral e determinar um AVC.
Observação:
O sangue pode ser dividido em duas partes: uma líquida, formada basicamente por água e outra que são os constituintes (figura 5):
- proteínas, glicose (açúcar), glóbulos vermelhos (responsáveis pelo transporte de oxigênio e gás carbônico), glóbulos brancos (responsáveis pela defesa do organismo), plaquetas (responsáveis pela coagulação do sangue), etc.
3 - COMO PODERÍAMOS DEFINIR AVC?
O AVC pode ser compreendido como uma dificuldade, em maior ou menor grau, de fornecimento de sangue e seus constituintes a uma determinada área do
cérebro, determinando o sofrimento ou morte desta (neste caso, chamado infarto) e, consequentemente, perda ou diminuição das respectivas funções. Existem basicamente dois tipos de AVC:
a) Isquêmico: quando não há passagem de sangue para determinada área, por uma obstrução no vaso ou redução no fluxo sangüíneo do corpo.
b) Hemorrágico: quando o vaso sangüíneo se rompe, extravasando sangue.
Figura 5: Desenho mostrando uma artéria e alguns dos constituintes ao sangue.Fonte: Modificado de Netter FH: Coleção Ciba de Ilustrações Médicas. Barcelona, Salvat, 1987
a) O Acidente Vascular Cerebral lsguêmico pode ocorrer nas seguintes situações:
· Trombose arterial: é a formação de um coágulo de sangue (como se o sangue "endurecesse", parecendo uma gelatina) dentro do vaso (figura 6), geralmente sobre uma placa de gordura (aterosclerose), levando a uma obstrução total ou parcial. Os locais mais freqüentes são as artérias carótidas e cerebrais. Assim, se houver obstrução total da carótida direita, por exemplo, "a parte da frente da metade direita do cérebro" estará comprometida, determinando problemas (paralisia, perda de sensibilidade etc.) na metade esquerda do corpo.
· Embolia cerebral: surge quando um coágulo (formado num coração doente por arritmia, problema de válvula, etc.) ou uma placa de gordura (ateroma), que se desprende ou se quebra geralmente da artéria carótida, correm através de uma artéria até encontrar um ponto mais estreito, não conseguindo passar e obstruindo a passagem do sangue (figura 7).
Esquema demostrando o processo de trombose e embolia. Fonte:Netter FH: coleção Ciba de Ilustrações Médicas, Barcelona, Salvat. 1987.
A isquemia pode ser definitiva ou temporária. Neste caso, o sangue volta a passar após um período de minutos a horas e, enquanto isso não ocorre, o paciente apresenta as alterações que serão citadas no capítulo
Arterites: inflamação da artéria, levando à obstrução da luz, ocasionada por vírus, alteração na imunidade (sistema de defesa do organismo) etc.
Vasoespasmo: é uma reação descontrolada do vaso (artéria) que diminui muito o seu calibre a ponto de não permitir a passagem adequada de sangue. Isto pode ocorrer diante de uma aumento exagerado da pressão arterial (crise hipertensiva), complicação de uma enxaqueca (raro), ou de uma hemorragia bubaracnóidea.
mais raro ainda seria uma compressão do lado de fora do vaso, por um tumor, uma vértebra fraturada ou um tiro na região do pescoço.
Redução do fluxo sangüíneo: uma parada cardíaca ou um sangramento intenso em qualquer parte do corpo podem levar a um sofrimento de determinada região do cérebro, causando isquemia.
5. Este fenômeno é conhecido popularmente como "ameaça de derrame" (ou Ataque Isquêmico Transitório, nos termos médicos) e o paciente não apresenta seqüelas. Isto é multo importante, pois é um sinal de que pode ocorrer uma isquemia permanente a qualquer momento, se nada for feito para evitá-las, ficando seqüelas para o paciente
.b) No Acidente Vascular Hemorrágico pode ocorrer extravasamento de sangue para dentro do cérebro (hemorragia intracerebral - figura 8) ou para o lado de fora, entre o cérebro e a aracnóide (já citada no capitulo 2), ocasionando a hemorragia subacnóidea. Ambos podem ocorrer por crise hipertensiva, ou por uma alteração sangüínea em que ocorra muita dificuldade de realizar a coagulação normal (hemofilia, diminuição de plaquetas, algumas doenças reumáticas. etc.). Uma má-formação congênita de um vaso como um aneurisma2 cerebral, por exemplo, também pode levar à hemorragia subaracnóidea. Já a hemorragia intracerebral também pode ser causada por doenças como Angiopatia amilóide (mais comum em pessoas idosas).
Figura 8:Hemorragia intracerebral. Observe como as estruturas dentro do cérebro estâo desviadas.Fonte: Netter FH: Coleção Ciba de Ilustrações Módicas. Barcelona, Salvat, 1987.
Tanto na isquemia quanto na hemorragia intracerebral, vão ocorrer mortes de células3, ocorrendo o infarto, Ao redor deste, como "reação" do organismo, ocorre uma área de edema, ou seja, como se fosse uma "infiltração" de água e outros constituintes provenientes do sangue (proteínas,
Quando ocorre uma hemorragia, o sangue extravasado vai ocupar um lugar do cérebro, empurrando-o e comprimindo as suas estruturas. Lembremos porém que tudo isto está ocorrendo dentro do crânio, uma caixa óssea" dura. Como ocorre um aumento do volume intracraniano, a pressão intracraniana aumenta. Isto leva a uma dificuldade para que chegue sangue ao restante do cérebro, ainda normal! piorando a lesão. Como conseqüência disto, o paciente pode ficar sonolento, confuso ou em coma.
2Aneurisma: dilatação localizada de uma artéria. cuja parede se torna mais fina neste ponto. podendo romper-se (Veja uma imagem).
3Célula., menor unidade de matéria viva que constitui os seres vivos.
sais, etc.), ocasionando um "inchaço", aumentando ainda mais a pressão intracraniana. Esta região, chamada zona de penumbra, é muito importante, pois as células aí existentes estão vivas e não funcionantes de forma adequada. Nela é possível ocorrer recuperação total através de cuidados médicos urgentes, evitando maiores seqüelas ao paciente.
Recentemente, têm surgido muitos estudos sobre os chamados Radicais livres. De maneira simples, seriam "substâncias" tóxicas produzidas pelo próprio organismo, em várias situações de agressão, dentre elas o AVC. São multo prejudiciais às células, podendo lesioná-las definitivamente.
Enfim, devemos compreender que muita coisa acontece ao mesmo tempo quando este quadro ocorre, multas delas ainda desconhecidas, Existem alterações do cálcio, de neurotransmissores (substâncias que transmitem informações dentro do cérebro), etc; todas devendo ser combatidas ao mesmo tempo.
4- FATORES DE RISCO PARA O AVC:
Como já vimos, fator de risco é aquele que pode facilitar a ocorrência do AVC. É imprescindível a sua caracterização e devida correção, pois quase toda a prevenção do AVC é baseada no combate aos fatores de risco. Os principais são:
a. Pressão Arterial: é o principal fator de risco para AVC. Na população, o valor médio é de "12 por 8"; porém, cada pessoa tem o um valor de pressão, que deve ser determinado pelo seu médico. Para estabelecê-lo, são necessárias algumas medidas para que se determine o valor médio. Quando este valor estiver acima do normal daquela pessoa, temos a hipertensão arterial. Tanto a pressão elevada quanto a baixa são prejudiciais, A melhor solução é a prevenção! Devemos entender que qualquer um de nós pode se tornar hipertenso. "Não é porque mediu uma vez, estava boa e nunca mais tem que se preocupar"! Além disso, existem murtas pessoas que tomam corretamente a medicação determinada porém uma só caixa! A pressão está boa e, então, cessam a medicação. Ora, a pressão está boa justamente porque está seguindo o tratamento! Geralmente, é preciso cuidar-se sempre, para que ela não suba inesperadamente. A hipertensão arterial acelera o processo de aterosclerose, além de poder levar a uma ruptura de um vaso sangüíneo ou a uma isquemia (Determine sua Pressão Arterial).
b. Doença Cardíaca: qualquer doença cardíaca, em especial as que produzem arritmias, podem determinar um AVC. "Se o coração não bater direito"; vai ocorrer uma dificuldade para o sangue alcançara cérebro, além dos outros órgãos, podendo levara uma isquemia. As principais situações em qúe isto pode ocorrer são: arritmias, infarto do miocárdio, doença de Chagas, problemas nas válvulas etc. (Determine seu Risco Cardíaco).
c. Colesterol: o colesterol é uma substância existente em todo o nosso corpo, presente nas gorduras animais; ele é produzido principalmente no fígado e adquirido através da dieta rica em gorduras. Seus níveis alterados, especialmente a elevação da fração LDL (mau colesterol, presente nas gorduras saturadas, ou seja, aquelas de origem animal, como carnes, gema de ovo etc.) ou a redução da fração HDL (bom colesterol) estão relacionados à formação das placas de aterosclerose.
d. Fumo: sempre devemos evitá-lo; é prejudicial à saúde em todos os aspectos, principalmente naquelas pessoas que já têm outros fatores de risco aqui cita dos. Acelera o processo de aterosclerose, torna o sangue mais grosso (concentrado) ao longo dos anos (aumentando a quantidade de glóbulos vermelhos) e aumenta o risco de hipertensão arterial(Determine sua dependência ao fumo).
e.Uso excessivo de bebidas alcoólicas: quando isso ocorre por murta tempo, os niveis de colesterol se elevam; além disso, a pessoa tem maior propensão à hipertensão arterial.
f. Diabetes Mellitus: é uma doença em que o nível de açúcar (glicose) no sangue está elevado. A medida da glicose no sangue é o exame de glicemia. Se um portador desta doença tiver sua glicemia controlada, tem AVC menos grave do que aquele que não o controla.
g. Idade: quanto mais idosa uma pessoa, maior a sua probabilidade de ter um AVC. Isso não impede que uma pessoa jovem possa ter.
h. Sexo: até os 51 anos de idade os homens ter maior propensão do que as mulheres; depois desta idade, o risco praticamente se iguala.
i. Raça: é mais freqüente na raça negra.
j. História de doença vascular anterior: pessoas que já tiveram AVC, "ameaça de derrame", infarto do miocárdio (coração) ou doença vascular de membros (Trombose etc.), tem maior probabilidade de ter um AVC.
k. Obesidade: aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose; assim, indiretamente, aumenta o risco de AVC.
l. Sangue muito concentrado: isso ocorre, por exemplo, quando a pessoa fica desidratada gravemente ou existe um aumento dos glóbulos vermelhos. Este último ocorre em pessoas que apresentam doenças pulmonares crônicas (quer dizer, por muitos anos), ou que vivem em grandes altitudes. Em ambos os casos, o organismo precisa compensar a falta de oxigênio, aumentando a produção dos glóbulos vermelhos, para não deixar "escapar" qualquer oxigênio que chega aos pulmões.
m. Anticoncepcionais hormonais: os mais utilizados são as pilulos mas o médico deve avaliar e orientar cada caso. Atualmente se acredita que as pílulas com baixo teor hormonal, em mulheres que não fumam e não tenham outros fatores de risco, não aumentam a probabilidade de aparecimento de AVC.
n.Sedentarismo: a falta de atividades físicas leva à obesidade, predispondo ao diabetes, à hipertensão e o aumento do colesterol.(Determine seu Nível de Aptidão Física).
"Para entendermos como se combinam todos estes fatores, imaginem um cano (Tubo) por onde passa a água. Agora, vamos acrescentando lama a esta água e a velocidade da mesma começará a diminuir. A lama corresponderia aos constituintes do sangue. Finalmente, vamos colocar uns obstáculos de "cimento colante" dentro deste tubo (correspondendo as placas de aterosclerose); Logo, vamos notar que a lama vai começar a aderir a este cimento, aumentando ainda mais as dificuldades para a água passar".
5- QUANDO DESCONFIAR QUE UMA PESSOA ESTÁ APRESENTANDO UM AVC?
O AVC manifesta-se de modo diferente em cada paciente, pois depende da área do cérebro atingida, do tamanho da mesma, do tipo (Isquêmico ou Hemorrágico), do estado geral do paciente, etc.
De maneira geral, a principal característica é a rapidez com que aparece as alterações; em questão de segundos a horas (de maneira abrupta ou rapidamente progressiva). Podemos chamar a atenção para aquelas mais comuns:
Fraqueza ou adormecimento de um membro ou de um lado do corpo, com dificuldade para se movimentar;
Alteração da linguagem, passando a falar "enrolado" ou sem conseguir se expressar, ou ainda sem conseguir entender o que lhe é dito;
perda de visão de um olho, ou parte do campo visual de ambos os olhos;
dor de cabeça súbita, semelhante a uma "paulada, sem causa aparente, seguida de vômitos, sonolência ou coma; perda de memória, confusão mental e dificuldades para executar tarefas habituais (de início rápido).
Estas alterações não são exclusivas do AVC. Apenas servem de alerta de que algo está acontecendo, devendo procurar auxílio médico imediatamente.
Devemos chamar a atenção para aqueles pacientes mais idosos, acamados por quaisquer motivos, inclusive por um "derrame" prévio. Neste caso, eles têm vários fatores de risco e é muito comum passarem desapercebidas estas alterações. É importante prestarmos atenção na capacidade habitual de movimentos de seus membros, como eles costumam falar, na quantidade e horário normal de sono. Se houver piora (por exemplo, "antes erguia a mão até a cabeça, agora o faz pouco ou nem movimenta"), levar ao médico e, de preferência, prestar estas informações a ele.
6- EXAMES COMPLEMENTARES
Exames complementares são aqueles solicitados pelo médico com a finalidade de confirmar ou afastar o diagnóstico de uma doença que está suspeitando descobrir a causa, verificar a gravidade e a evolução e certificar-se do local da lesão.
Assim, para que o médico possa determinar os exames necessários, é preciso sua prévia avaliação, baseada nas informações dos acompanhantes e, quando possível, do próprio paciente, bem como o exame clínico e neurológico do mesmo.
As informações mais importantes, em geral, são: o que o paciente sente, desde quando , a maneira que começou a adoecer (rápida, progressiva etc...), como o paciente passou do início até a admissão ao hospital, medicamentos, doenças prévias e atuais etc..
Os exames mais comuns são:
exames laboratoriais de sangue, urina, líquido cefalorraquiano (líquor)
avaliação cardíaca e pulmonar, eletrocardiograma, ecocardiograma, radiografia do tórax;
exames de imagem do crânio (cérebro), tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, angiografia cerebral;
outros exames: ultrassonografia das artérias carótidas e vertebrais, etc.
7- TRATAMENTO
Devemos lembrar que o AVC é uma urgência, tanto quanto o infarto do coração. Em outras palavras, diante de uma suspeita, levar o paciente imediatamente ao Pronto Socorro.
Evite medicar sem orientação médica, por melhor que seja a sua intenção. Como exemplo, muitas vezes a pressão arterial está elevada e, na ansiedade de querer baixá-la, corre-se o risco de exagerar. Neste caso, a pressão baixa dificultará a chegada do sangue ao cérebro, complicando o quadro.
No hospital, o médico responsável deverá se preocupar, entre vários parâmetros, com uma respiração e hidratação adequada, com uma dieta adequada (seja via oral ou através do sangue), cuidados para evitar feridas (escaras) devido a persistência do paciente numa mesma posição, controle da pressão e da temperatura (evitando complicações infecciosas, principalmente pulmonares), prevenção de trombose nas veias das pernas, etc.. Além de tudo, existe o tratamento específico: correção dos distúrbios da coagulação sangüínea, prevenção do vaso espasmo (1á explicado), evitar aumento da zona de penumbra (devido ao edema) combater os radicais livres, etc...
Devemos entender que "cada caso é um caso". Alguns podem necessitar de tratamento cirúrgico, como drenagem de um hematoma (coágulo) ou para a correção de uma má formação, por exemplo um aneurisma2.
Hoje sabemos que outras áreas do cérebro, não afetadas por uma lesão, podem assumir determinadas funções realizadas por aquelas que "morreram"; e, ainda, podem ocorrer regenerações de algumas pequenas partes. A este conjunto de fenômenos chamamos de neuroplasticidade. Existem pesquisas de medicamentos para potencializar este fenômeno.
O tratamento. em todos os seus aspectos, deve ser precoce, com o que se obtém melhores resultados.
Após a alta hospitalar, o tratamento continua. O médico responsável dará a receita dos medicamentos a serem tomados, assim como todas as orientações necessárias.
Uma das medidas a serem tomadas pelos familiares é procurar algum serviço de assistência social onde o paciente trabalho do hospital onde foi atendido ou de serviço público para providenciar o recebimento do seguro saúde, aposentadoria ou equivalente.
Tem início. então o tratamento ambulatorial, com o neurologista e toda uma equipe de especialistas em diferentes áreas, que serão requisitados de acordo com cada caso; fisiatria e fisioterapia, fonoaudiologia. psicólogo, terapia ocupacional, entre outros. Em geral, o médico responsável dará estas orientações, além de coordenar a equipe.
A família deve ficar atenta à eventuais complicações que possam surgir sendo os sintomas mais freqüentes;
dor no peito ou respiração mais curta;
sangramento, principalmente se estiver tomando remédios para "afinar" o sangue (anticoagulantes);
dor de estômago, indigestão ou soluços frequentes, especialmente se estiver tomando ácido acetil salicílico (AAS, Aspirina etc.);
convulsões ou perda de consciência;
dor para urinar;
febre;
alteração do comportamento, depressão ou agressividade;
piora da força;
"prisão de ventre" (obstipação intestinal) prolongada.
8 - A REABILITAÇÃO DO PACIENTE
A reabilitação é o conjunto de procedimentos que visam restabelecer, quando possível, uma função perdida pelo paciente temporária ou permanentemente, realizada por uma equipe multidisciplinar, coordenada preferencialmente pelo médico fisiatra:
Com relação ao paciente acometido pelo AVC, os objetivos de reabilitação são:
a - Prevenir complicações; as mais comuns são as deformidades. Com a paralisação dos músculos e a instalação de uma rigidez (chamada de espasticidade) nas partes do corpo afetadas, ocorre a perda da mobilidade das articulações, que passam a adotar posições erradas, ficando deformadas e impedindo o paciente de realizar certos movimentos, como estender os joelhos e cotovelos, andar, flexionar os braços, etc. Outras complicações comuns são as síndromes álgicas (dores difusas pelo corpo), o ombro doloroso, doenças pulmonares (broncopneumonia), a trombose venosa profunda, as escaras (feridas formadas pela pressão contínua em um determinado ponto), entre outras. Todas estas complicações podem ser evitadas através da movimentação com exercícios corretos, com uso de órteses (aparelhos para manter os ombros posicionados corretamente), procedimentos visando diminuir a espasticidade e uso de medicamentos para dor, prescritos pelo médico.b - Recuperar ao máximo as funções cerebrais comprometidas pelo AVC, que podem ser temporárias ou permanentes. Isto pode ser feito através do atendimento precoce ao paciente, tanto do ponto de vista clínico quanto reabilitacional, através da realização de exercícios, treino de atividades e uso de equipamentos especiais que ajudem a preservar os movimentos e a saúde das articulações.c - Devolver o paciente ao convívio social, tanto na família quanto no trabalho, reintegrando-o com a melhor qualidade de vida possível.De um modo geral, alguns princípios de reabilitação podem ser iniciados no primeiro ou segundo dia do AVC, como posicionamentos adequados e movimentos passivos, visando prevenir complicações secundárias, com o paciente ainda hospitalizado.Ao sair do hospital, o paciente deve continuar seu tratamento de reabilitação, a nível ambulatorial, com o fisiatra, num centro especializado, se necessário, ou em casa, seguindo as orientações dadas pela equipe. E é neste momento que entra o papel fundamental da família, fornecendo a infra-estrutura necessária para o amplo restabelecimento do paciente, da seguinte forma:a. Dando corretamente as medicações prescritas (lembre-se que o paciente com AVC pode ter alterações de memória e se esquecer dos remédios e horários).b. Promovendo o comparecimento às consultas e terapias.c. Fornecendo um ambiente de tranqüilidade e compreensão, para que o paciente não se deixe levar pela depressão e/ou agressividade, fato comum nestes casos.d. Motivando o paciente:
evitando que durma o dia todo;
colocando roupas confortáveis durante o dia (agasalhos esportivos, abrigos. etc.);
tornando as roupas fáceis de serem colocadas e retiradas (uso de velcro, botões de pressão, elásticos, entre outros);
utilizando o pijama somente à noite;
colocando-o sentado na cama ou no sofá (de preferência), sempre que possível;
levando-o a passeios dentro e fora de casa com o auxílio de cadeira de rodas ou caminhando com a ajuda de aparelhos (órteses) ou bengalas;
dando pequenas tarefas possíveis de serem realizadas (sob a orientação do terapeuta ocupacional);
tentando estimular a retomada das atividades profissionais ou de alguma atividade que ele possa exercer;
adaptando o interior da casa, com corrimões, rampas e pouca mobila, para facilitar a locomoção do paciente (procurar não descaracterizar o ambiente onde ele vivia; alterar a disposição dos móveis pode confundir e desorientar os pacientes mais idosos);
a utilizar o banheiro para suas necessidades e tomar o banho
e. Dando uma dieta adequada:
com pouco sal (para evitar o edema nas partes paralisadas);
com pouca gordura;
leve (para facilitar a digestão);
rica em fibras e líquidos, para evitar uma complicação mais comum, o ressecamento intestinal (cabe ao médico indicar ou não o uso de laxantes).
f. Auxiliando a realização de atividades e exercícios orientados para casa (esses exercícios são inicialmente passivos, ou seja, o paciente não os realiza voluntariamente; depois passam a ser ativos, onde solicita-se para que ele realize determinados movimentos),g. Posicionando corretamente os braços ou pernas afetados.De um modo geral, alguns princípios de reabilitação podem ser iniciados no primeiro ou segundo dia do A V C, como posicionamentos adequados e movimentos passivos, visando prevenir complicações secundárias, com o paciente ainda hospitalizado. Ao sair do hospital, o paciente deve continuar seu tratamento de reabilitação, a nível ambulatorial num centro especializado, se necessário, ou em casa, seguindo as orientações dadas pela equipe. Neste momento é que entra o papel fundamental da família, fornecendo a infra-estrutura necessária para o amplo restabelecimento do paciente.
Fonte: Drs. Ibsen T. Damiani e Edson I. Yokoo DAMIANI, Dr. Ibsen T., YOKOO, Dr. Edson I. http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_print.asp?cod_noticia=44
Data: 25/03/2007
Hora: 17h56
Artigo extraído do site http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_frame.asp?cod_noticia=2310 sobre AVC e esporte:
Estudo da Unicamp comprova benefícios do esporte para saúde cerebral.
O educador físico Wantuir Francisco Siqueira Jacini analisou, em humanos, os efeitos que os exercícios físicos podem causar no sistema nervoso central. Inédita no país, a pesquisa foi realizada no Laboratório de Neuroimagem da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Orientado pelo professor Li Li Min, do Departamento de Neurologia da FCM, o estudo revela os primeiros resultados sobre as alterações estruturais que ocorrem em uma das áreas mais complexas do corpo humano pela prática de atividade física.
Os testes apontaram que o planejamento motor, associado a exercícios físicos, pode ser benéfico para a saúde do cérebro, uma vez que melhora a plasticidade cerebral, que é a capacidade de reorganização de estruturas danificadas. Em geral, esses danos são causados por dor ou lesões - entre as quais, o AVC (acidente vascular cerebral). Este aspecto, de acordo com o estudo, justificaria a prática de esportes na reabilitação de pacientes portadores de doenças neurodegenerativas - Mal de Alzheimer ou Mal de Parkinson, para ficar em dois exemplos.
Estudos experimentais feitos em ratos já demonstravam aumento dessa plasticidade no sistema nervoso, mais especificamente o acréscimo do volume de substância cinzenta - fundamental por produzir ou receber estímulos nervosos. Em humanos, no entanto, até então poucos estudos tinham sido feitos, em razão da falta de mecanismos de avaliação não-invasivos.
Ao utilizar imagem de ressonância magnética especialmente desenvolvida para a mensuração, o educador físico não só conseguiu analisar as transformações ocorridas com a prática contínua de atividade física, como também desenvolveu uma metodologia para outros estudos que tenham como objetivo avaliar o volume de substância cinzenta nas regiões cerebrais.
Financiado pelo CNPq, o trabalho foi apresentado na íntegra em julho de 2006, em um dos encontros mundiais mais importantes sobre mapeamento cerebral, ocorrido na cidade italiana de Florença. Os resultados também constam da dissertação de mestrado de Jacini, apresentada em fevereiro na FCM. A pesquisa originou, ainda, outros dois artigos científicos que serão publicados em revistas internacionais.
Judocas e corredores
O objeto de estudo de Wantuir Jacini foram os judocas e corredores de longa distância. Já o grupo-controle era formado por indivíduos sedentários, cujos resultados dos exames foram comparados aos dos atletas de elite. No total foram 16 atletas entre judocas e corredores e 20 sedentários, todos com características similares, de peso, altura e idade. Jacini tomou o cuidado de realizar todas as comparações possíveis para obter os resultados sem margem de erro.
Os índices para mensurar o aumento da substância cinzenta no sistema nervoso central foram medidos por voxels, o equivalente a um cubo de um milímetro nos três eixos que compõem a região do sistema nervoso. No caso dos judocas em comparação com os sedentários, ocorreu aumento no volume de substância nas áreas motoras e associativas - esta última envolve visão e memória. Algumas áreas vinculadas a planejamento e concentração também tiveram alterações.
No total, o aumento do volume de substância cinzenta em judocas foi de sete mil voxels. Jacini explica que para se ter uma idéia exata do que isso representaria, seria necessário um estudo funcional feito por especialistas, dessas alterações. Mesmo não sendo um especialista, o educador físico observa que as áreas afetadas pelo aumento da substância cinzenta são aquelas relacionadas à melhora da qualidade de vida. No caso do aumento nas áreas associativas, por exemplo, o fato consistiria uma pista para propor alternativas para reabilitação das doenças neurológicas.
Os resultados apontados na comparação entre os corredores de longa distância e sedentários foram a grande surpresa do trabalho desenvolvido na FCM. O estudo constatou, por exemplo, que nos corredores de longa distância, os índices de volume de substância cinzenta aumentaram e reduziram em proporções significativas. O aumento foi em média 41 mil voxels, enquanto a redução somou 34 mil voxels, o que representa ganho no volume de substância cinzenta. Na região temporal, ligada à memória, observou-se maior perda da substância, em torno de 10 mil. Em compensação, no cerebelo e na região frontal - áreas motoras -, o aumento foi substancial.
As comparações entre os dois grupos de atletas acusaram maior ganho entre os judocas nas regiões do cérebro, cerebelo e pariental. Neste sentido, o educador físico acredita que os estudos poderão avançar para especificar melhor as práticas de exercícios físicos voltados para doenças que atinjam o sistema nervoso. Um exemplo seria atividade de judô para crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), uma vez que as áreas relacionadas à concentração estariam sendo estimuladas.
http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_frame.asp?cod_noticia=2310
- Data de acesso: 25/03/2007 (Aguarda autorização de publicação)
Publicado em: 13/03/2007
Mais pesquisa sobre AVC pode ser encontrada abaixo:
http://www.drgilberto.com/pc.html#AVC%20-%20ACIDENTE%20VASCULAR%20CEREBRAL %20(DERRAME%20CEREBRAL)
Data de acesso: 25/03/207Hora: 19h48